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Segundo relatos de moradores do Rio Comprido, bloqueios como estes têm sido frequentes em diferentes pontos do bairro. O objetivo dos bandidos é controlar a aproximação da polícia e de bandos rivais. No caso da Azevedo Lima, além do bloqueio da rua com grossas estacas, há uma estrutura que os moradores chamam de “casinha azul” e que serve de guarita para o tráfico.
De acordo com a Polícia Militar, assim que tomou conhecimento das informações sobre obstáculos instalados na Rua Azevedo Lima, o 4º Batalhão determinou a ação do Grupamento de Ações Táticas, e agentes foram ao local para a retirada do material.
Ainda segundo a PM, a unidade está programando uma operação de maior envergadura na região, com o objetivo de impedir a reinstalação de barricadas, reforçar o policiamento ostensivo e garantir a livre circulação e a segurança de moradores e motoristas. A corporação pede que a população faça denúncias pelos canais oficiais, como o 190 e o Disque Denúncia.
Na manhã desta sexta-feira (23), um dos moradores ouvidos pelo GLOBO ontem confirmou a ação da PM, dizendo que a estaca que havia sido fincada no meio da pista de rolamento foi retirada, liberando o caminho para veículos. As demais, colocadas próximas à calçada, permaneciam no local.
Responsável pela Operação Barricada Zero, o Governo do Estado informa que, por meio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI-RJ), mantém um sistema de monitoramento contínuo de todos os bloqueios instalados por criminosos no território fluminense e prioriza a ação em áreas com maior impacto na mobilidade da população e no acesso a serviços públicos essenciais.
Todos os locais onde foram identificadas barricadas, no entanto, incluindo o Rio Comprido, fazem parte do planejamento operacional e terão os bloqueios removidos, garante. “As ações seguem cronograma técnico definido pelo GSI-RJ em conjunto com as forças de segurança e as prefeituras municipais”. A população pode contribuir com o mapeamento através do Disque Denúncia.

