Sons do Verão: O que o carioca vai ouvir e dançar nas pistas e festivais

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Na pré-estreia de O Agente Secreto em Salvador, o protagonista Wagner Moura se juntou a Danrlei Orrico, cantor e compositor de 28 anos conhecido como O Kannalha, para requebrar no ritmo da “batedeira” com o som da música O Baiano Tem o Molho ao fundo. O vídeo logo se espalhou pelas redes e outros famosos foram fisgados pela dança publicando suas versões na web. Só no Spotify o hit, que conquistou o Prêmio Multishow da Música Brasileira 2025 na categoria axé e pagodão, conta com mais de 8 milhões de reproduções. O Kannalha foi a sensação da última edição da festa Axé, na quadra da São Clemente, dando pistas da sonoridade que vai colar nos ouvidos — e nos corpos — durante a estação mais quente do ano. “Os cariocas entregaram tudo na coreografia”, celebra o músico, lembrando que a expressão “o baiano tem o molho” acabou integrada à campanha pelo Oscar de Wagner Moura ó já premiado com o Globo de Ouro pela atuação no longa de Kleber Mendonça Filho.

Na Batedeira: O Kannalha estourou com O Baiano Tem o Molho, dançando até com Wagner Moura (Manoella Mello/Divulgação)

Das pistas aos palcos, do axé ao funk, o verão carioca é uma fábrica de sucessos. O Universo Spanta está em cartaz na Marina da Glória, com um festival de atrações juntas e misturadas — até 24 de janeiro. Uma das novidades desta edição é a Noite Preta, que celebra a diversidade dos sons afro-brasileiros, sempre às sextas. No fim de semana de estreia, o BaianaSystem convidou Rachel Reis; Ana Castela dividiu a noite com MC Cabelinho; e teve até a hitmaker Ivete Sangalo, que lançou a música Vampirinha e ensinou a coreografia. Pela primeira vez, ela puxará um bloco de Carnaval por estas bandas. Também passam pelo palco principal do Spanta Joelma, Gloria Groove, Ludmilla, Filipe Ret e Xande de Pilares. Às segundas, ainda está rolando roda de samba, sob curadoria do Beco do Rato, e a bateria do bloco Spanta Neném. “Montar o line-up é mais um exercício de incluir do que excluir”, explica Max Viana, diretor musical do festival ao lado de Guacira Abreu. Para ele, um dos pontos altos do evento é o visual da Baía de Guanabara. “O verão é pulsante. Os shows começam à tarde justamente para brindar o público com o pôr do sol”, completa.

 

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Modo aleatório: “Energia caótica no bom sentido”, é como o DJ Cabra Guaraná define o próprio estilo (Jefferson Carvalho/Divulgação)
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É ao melhor estilo “mistureba” que o DJ Cabra Guaraná, do Distrito Federal, vem fazendo o seu nome na noitada carioca. Depois de lançar o Baile da Cabra na Casa Savana, praticamente não tirou mais os pés daqui, integrando o line-up de festivais como Doce Maravilha e Rock The Mountain. Ele mesmo define o som como “Frankenstein”. “É uma energia caótica no bom sentido. As pessoas já chegam no modo aleatório, preparadas para ouvir Furacão 2 000, Pablo Vittar, Rita Lee, João Gomes e Daft Punk. O mix de estilos é o novo hype”, resume o DJ. O caldeirão sonoro também é a aposta de Lila, que estreou o projeto Verana al Mare, no dia 10 de janeiro, no Deseo. O novo quiosque do Leme recebe a amapaense radicada no Rio desde a infância em clima de cabaré tropical, com decoração temática. “São três sets com beats quentes e letras que celebram o prazer”, resume a artista, que também toca teclado, tamborim e triângulo. Além de canções autorais, ela mesclou, por exemplo, o clássico Uma Noite e Meia, de Marina Lima, a Dengo, de João Gomes; e Say You’ll Be There, das Spice Girls, com Várias Queixas, do Olodum.

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Cabaré Tropical: Lila lançou o projeto Verana Al Mare no quiosque Desejo, no Leme (Planoamericano/Divulgação)

 

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Rua do Senado: cozinheiro durante o dia, Edmilson dos Teclados põe os cariocas para remexer em bares e festivais quando a noite cai (Doce Maravilha/Divulgação)

Unanimidade no mapa musical do Brasil, o fenômeno do piseiro João Gomes lotou a Lapa para gravar um DVD no final de outubro, mostrando a força do estilo nestas praias, e volta ao palco da Fundição Progresso na próxima sexta (30). É nessa fonte que o paraibano Edmilson Soares, o Edmilson dos Teclados, carimba sua presença nas pistas e chega a tocar em até três eventos por noite, com cachê de 3 000 reais. De dia, ele dá expediente como cozinheiro no Ponto de Encontro, restaurante na Praça XV, e , quando a noite cai, põe os cariocas para dançar nos descolados Destilaria Maravilha, na Rua do Senado, e Bar Dellas, na Praça da Harmonia. Filho de um sanfoneiro e de uma dona de casa, Edmilson não dispensa o chapéu de boiadeiro nas apresentações. “Para onde eu vou, ele vai na cabeça. É um personagem”, brinca, já pronto para dividir o palco da CasaBloco, no Jockey, com Geraldo Azevedo e Alceu Valença. Suas apostas para o verão são P. de Pecado, do grupo de pagode Menos É Mais, e Vagabundo, de Gusttavo Lima. Pode vir quente, que a pista está fervendo.

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Fenômeno Nacional: João Gomes se apresenta com Vanessa da Matta na Lapa (Daniela Toviansky/Divulgação)

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Com informações da fonte
https://vejario.abril.com.br/programe-se/sons-verao-carioca-festivais/

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