PL e Federação União Progressista fecham questão e contam com 33 dos 70 votos na Alerj para a eleição indireta do sucessor de Castro

Tempo de leitura: 3 min


O chão já está riscado na Assembleia Legislativa para a eleição indireta que vai escolher o sucessor de Cláudio Castro (PL) daqui a menos de três meses — quando o governador renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado.

O gigante PL fechou o bloco com a Federação União Progressista. Juntos, eles têm 33 dos 70 deputados da casa — apenas três a menos do que a metade mais um, número necessário para cravar o escolhido em maioria simples. Sozinho, o partido da família Bolsonaro tem 18 deputados no Largo da Carioca. A federação, por sua vez, conta com 15 (10 do União, 5 do PP).

Do outro lado da trincheira estarão todos os que a provável candidatura do ex-presidente André Ceciliano (PT) conseguir conquistar. Petistas de primeiro escalão no governo federal acham que ter Ceciliano no mandato-tampão pode ajudar a construir um palanque forte para o Lula (PT) no Estado do Rio — embora o candidato do presidente para outubro seja, até o momento pelo menos, o prefeito Eduardo Paes (PSD).

O substituto de Castro vai comandar o estado até dezembro.

Candidato do PL na eleição indireta deve ser Douglas Ruas

O martelo ainda não está batido, mas a tendência do PL deve ser indicar o deputado estadual licenciado e secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas, como o candidato na eleição indireta. Ele é o preferido do presidente do partido, Altineu Côrtes, e do senador Flávio Bolsonaro.

O governador Cláudio Castro (PL) aposta em seu secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione. Apesar da importância do cargo e do peso de Castro no cenário eleitoral, no entanto, a ideia perde força a cada dia.

Douglas será — e isso já está sacramentado — o nome do partido para o governo do estado nas urnas em outubro. A ideia dos cardeais do PL é que ele dispute a (re)eleição no cargo.

O poder dos dirigentes partidários em ano eleitoral pode decidir a disputa

Em ano eleitoral, a decisão está, mais do que nunca, nas mãos dos dirigentes partidários.

No caso do PL-União Progressista — leia-se Altineu; Antonio Rueda e Márcio Canella (União); e Dr. Luizinho, pelo PP — a ideia é baixar uma ordem unida.

Afinal, quem não votar de acordo com a orientação partidária na eleição indireta pode ficar sem recursos para a campanha, sem tempo de TV — e, em casos mais graves, até sem a legenda para buscar a reeleição — quando chegar a sua vez, em outubro.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/pl-e-federacao-uniao-progressista-fecham-questao-e-contam-com-33-dos-70-votos-na-alerj-para-a-eleicao-indireta-do-sucessor-de-castro/

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *