Idosa foi agredida durante um roubo na Rua Venâncio Flores, no LeblonArquivo pessoal
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Poucos segundos depois, três homens que estavam nas proximidades intervieram. O assaltante, então, saiu correndo, levando a bolsa da vítima. Na fuga, ele subiu na garupa de uma motocicleta, onde um comparsa o aguardava, e deixou o local.
Veja as imagens:
Um criminoso entrou em luta corporal com uma idosa durante um assalto na Rua Venâncio Flores, no Leblon, Zona Sul do Rio, na tarde desta quinta-feira (15) Crédito: Arquivo pessoal https://t.co/2yQDkLLA7P
— Jornal O Dia (@jornalodia) October 15, 2026
Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para socorrer a idosa, mas, durante o deslocamento, os militares foram informados de que ela já havia sido removida por uma outra ambulância. Policiais militares também foram chamados e estavam no local.
Ainda de acordo com o morador, a região é bastante tranquila e foi a primeira vez que presenciou um assalto naquela rua. “Estava voltando do mercado quando entrei no prédio e escutei um barulho alto, que imagino que tenha sido um tiro, além de gritos. Subi no prédio e vi que havia uma senhora sentada no chão, ferida, e muita gente ao redor. Depois de uns 15 minutos, uma ambulância apareceu e a levou”, contou.
Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde da vítima. Uma foto obtida pelo Jornal O DIA mostra uma marca de sangue na calçada onde o crime aconteceu, indicando que a vítima teve ferimentos.
Procurada, a Polícia Civil ainda não informou se o caso já foi registrado.
Número de assaltos volta a crescer no Rio
O número é 55,5% maior que o de setembro de 2025, quando nove pessoas foram baleadas em crimes do tipo, com cinco mortes e quatro feridos.
Um dos casos aconteceu no dia 30, na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste da capital. Um policial militar da reserva tomava café em um estabelecimento comercial quando foi abordado por dois homens. Ao ser identificado como agente de segurança, foi baleado no pé.
Para o Instituto Fogo Cruzado, o episódio retrata uma realidade em que ninguém está a salvo nas atividades mais simples do dia a dia. “O crescimento expressivo de pessoas baleadas durante assaltos evidencia como a violência armada está diretamente associada à rotina da população, especialmente em crimes que ocorrem em deslocamentos, no trabalho e em atividades rotineiras. Esses números mostram que o roubo deixou de ser apenas um crime patrimonial para se consolidar como um fator central de produção de violência armada. A média de uma vítima baleada a cada dois dias em assaltos é um dado preocupante e exige respostas urgentes do poder público, com políticas de prevenção, inteligência e proteção da população, sobretudo nas áreas que mais concentram esse tipo de crime”, explica Terine Husek Coelho, gerente de pesquisa do Instituto Fogo Cruzado.

