Enquanto líderes mundiais desfilam suas agendas econômicas e políticas no Fórum Econômico Mundial, o Brasil resolveu mandar apenas uma representante de segundo escalão: a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Nada contra a ministra, mas convenhamos: para o maior encontro econômico do planeta, é como mandar o estagiário para negociar fusões bilionárias. A ausência de autoridades de peso escancara a irrelevância que o país vem acumulando sob o governo Lula no cenário internacional.
O diagnóstico cruel
Gilvan Bueno, analista do CNN Money, não poupou palavras: “Sim, isso é um sinal claro de que a gente tem perdido essa relação internacional”. Traduzindo: o Brasil está ficando para trás, e não é só na fila do aeroporto. O país já não desperta o mesmo interesse dos grandes investidores, e os números comprovam. O índice MCI, usado para alocação de capital, mostra que o Brasil vem perdendo participação histórica. Em outras palavras, o investidor global olha para cá e pensa: “melhor não”.
Investimento? Só se for em esperança
Bueno lembra que o Brasil está há quase cinco anos sem grandes empresas abrindo capital. Cinco anos! É praticamente uma eternidade no mercado financeiro. O relatório do Banco Mundial só reforça o drama: juros reais estratosféricos, crescimento sustentado basicamente pelo consumo e um investimento privado que mais parece um fantasma. O recado é claro: o Brasil não é atraente, e o mundo já percebeu.
A conta da desarticulação
Se não bastasse a ausência em Davos, o país também falha em articulação internacional. Bueno cita o exemplo das tarifas impostas pelos EUA aos produtos brasileiros. O Brasil, como sempre, reagiu tarde demais. Resultado: virou alvo preferencial de taxações. Sem presença em fóruns estratégicos, o país perde espaço para discutir parcerias, concessões e novos acordos. É como chegar atrasado à festa e descobrir que já comeram todo o bolo.
O retrato da irrelevância
No fim das contas, Davos não é apenas um evento glamouroso na Suíça. É o termômetro da relevância global. E o Brasil, com sua agenda fraca e delegação tímida, mostrou que está mais para coadjuvante do que protagonista. O mundo segue discutindo os rumos da economia, enquanto o Brasil assiste de longe, sem voz, sem articulação e sem atratividade.
Em resumo: Davos não apenas revelou a ausência brasileira. Escancarou que o país, sob Lula, perdeu o papel de ator global e virou figurante na peça econômica mundial.

