Um “menor” com ficha de adulto, arma na cintura e homicídios no currículo foi novamente apreendido pela polícia no Recreio dos Bandeirantes. Aos 17 anos, protegido pela legislação branda que insiste em tratá-lo como criança, ele carregava pistola, munições e uma moto. É acusado de matar Diely da Silva Maia, 34 anos, moradora de Jundiaí (SP), assassinada em dezembro de 2024 quando o carro de aplicativo em que estava entrou por engano na comunidade do Fontela, em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio. O veículo foi atacado por criminosos e Diely não resistiu ao disparo.
Currículo de veterano, tratamento de menor
Enquanto famílias choram e a sociedade assiste ao teatro da impunidade, o adolescente exibe um histórico digno de criminoso profissional. Apesar da pouca idade, já acumula mais de dez passagens pela polícia, incluindo atos análogos a homicídio e associação ao tráfico. Mesmo assim, seguia livre, protegido pelo manto da menoridade penal.
Apreensão que não muda nada
Levado para a 42ª DP, o caso foi registrado. Mas, como manda o roteiro, não há expectativa de punição proporcional ao crime. A lei brasileira insiste em tratar assassinos de 17 anos como “menores em conflito com a lei”, garantindo a eles uma espécie de imunidade institucionalizada. A sensação da população é de que a prisão mais uma vez ‘vai dar em nada’.
Legislação branda: a blindagem da impunidade
Enquanto famílias como a de Diely choram suas perdas, o debate sobre a redução da maioridade penal segue emperrado. Adolescentes criminosos sabem que podem matar, traficar e voltar para casa em pouco tempo, quase sempre reincidindo antes mesmo de completar 18. A sociedade paga caro pela leniência de um sistema que insiste em ignorar a realidade das ruas.
Mais um caso para a coleção
Turista morta, bandido apreendido, ficha extensa — e nada muda. O país segue refém de criminosos que a lei insiste em chamar de “menores”. A pergunta que ecoa é simples: até quando vamos fingir que 17 anos é idade para brincar de polícia e ladrão?
O contraste internacional
Enquanto países como Inglaterra e País de Gales responsabilizam criminalmente jovens a partir dos 10 anos, e a Suécia reduziu recentemente a idade mínima para 13 anos em crimes graves, o Brasil insiste em manter um dos limites mais altos do mundo. Aqui, 17 anos ainda é idade para brincar de videogame — mesmo quando a vítima só tem uma vida.

