Três homens são presos suspeitos de milícia no Recreio | Rio de Janeiro

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Durante a ação, a equipe apreendeu três armas de fogo, munições, R$ 217 em espécie e três celulares - Divulgação PMRJ




Durante a ação, a equipe apreendeu três armas de fogo, munições, R$ 217 em espécie e três celularesDivulgação PMRJ

Policiais militares prenderam em flagrante três suspeitos de ligação com a milícia, na tarde desta quinta-feira (10), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio. O trio foi localizado enquanto realizava cobranças extorsivas em um estabelecimento comercial na Rua Léon Eliachar.

A Polícia Militar identificou os homens como Ryan Durval Antunes, de 24 anos, com duas passagens por receptação, Alan Clayton de Andrade, de 29, que responde por homicídio e Wendel Rodrigues de Oliveira, de 23, com três anotações por homicídio e associação à milícia.

Agentes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) chegaram aos homens após receber denúncias sobre extorsões na região. Durante a ação, a equipe apreendeu três armas de fogo, munições, R$ 217 em espécie e três celulares.

O grupo e todo o material apreendido foram encaminhados para a 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), onde a ocorrência foi registrada. Os três permaneceram presos e ficaram à disposição da Justiça.

Do começo da Guerra

Nascido na Ilha Grande na década de 1970, o crime organizado no Rio originou-se da união entre presos comuns e políticos, gerando a Falange Vermelha, mais tarde batizada de Comando Vermelho (CV). Sob a liderança de figuras como Willian da Silva Lima, o “Professor”, a facção dominou o tráfico de drogas e os assaltos a bancos nas favelas.

Paralelamente, a milícia surgiu em Rio das Pedras sob o comando de Otacílio e Dinda Bianchi, que impuseram taxas de segurança na região. Ambos acabaram assassinados em disputas de poder.

Evolução e disputa pelo lucro

Inicialmente vistos como grupos de proteção contra os traficantes, os paramilitares mudaram o foco com o tempo e passaram a lucrar com o loteamento de serviços básicos, como transporte alternativo e fornecimento de gás. Atualmente, o próprio tráfico de drogas assimilou essa tática, explorando a venda de sinal de internet, cigarros e serviços essenciais para expandir o faturamento nas comunidades.

A reportagem de O Dia não localizou a defesa dos homens. O espaço segue aberto.

*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/09/7300811-tres-homens-sao-presos-suspeitos-de-milicia-no-recreio.html

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