Um suspeito de cometer furtos em casas de luxo na Zona Sul do Rio foi preso, nesta quinta-feira, por agentes da Polícia Civil. Contra Luan Moore Aguiar Martins de Mello , localizado na Favela de Manguinhos, na Zona Norte da capital, foi cumprido um mandado de prisão expedido pelo plantão judiciário. De acordo com as investigações, em cada crime cometido por ele o prejuízo das vítimas era em torno de R$ 1 milhão, o que levava o Luan a se intitular como o Pedro Dom — criminoso da classe média carioca que chefiou uma quadrilha especializada em assaltar prédios de luxo, morto pela polícia em 2005 — da atualidade.
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As investigações sobre os crimes dos quais Luan é acusado começaram em setembro de 2025, a partir de uma série de furtos em residências nos bairros do Jardim Botânico, da Gávea e de São Conrado. Ele, de acordo com a polícia, levava dos imóveis joias, relógios e bolsas de luxo.
Luan, ainda segundo as investigações, se aproveitava da proximidade das casas com regiões de mata. Ele entrava nas residências — as escolhidas eram aquelas que, na visão do suspeito, tinham maior potencial de ter objetos de alto valor — no período noturno. Após invadir os imóveis, Luan percorria todos os cômodos, vasculhando e buscando os objetos que seriam levados, com preferência para artigos de ouro e relógios, afirma a polícia.
Tudo que Luan conseguia obter nos furtos era anunciado nas redes sociais e revendido para receptadores. Os itens de valor alto eram negociados por valores bem abaixo dos de mercado. Ó dinheiro obtido com a venda dos objetos era gasto, segundo as investigações, em restaurantes e hotéis de luxo.
O suspeito tem 47 anotações criminais por furto no interior de residência — 10 delas nos últimos cinco meses — e foi apreendido 10 vezes quando era menor de idade, informou a Polícia Civil. De acordo com a corporação, com base no depoimento prestado por Luan as investigações continuarão para identificar os receptadores dos objetos furtados por ele.
Finalizadas as formalidades legais, Luan foi encaminhado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde ficará à disposição da Justiça.

