Alana Passos não chegou devagar à Câmara Municipal do Rio. Recém-empossada no lugar de Carlos Bolsonaro, a vereadora iniciou o mandato em ritmo acelerado e sem concessões, protocolando três requerimentos de informação que colocaram a Prefeitura sob pressão logo nas primeiras semanas do ano. Longe de qualquer clima de estreia cordial, a parlamentar adotou um tom duro e objetivo desde o primeiro movimento.
O primeiro alvo foi a RioEventos. Alana levantou questionamentos sobre a gestão da empresa pública, mencionando clima de instabilidade interna, possíveis falhas de governança e informações de que a diretora Liliane Dutra de Mello teria sido chamada pela Controladoria para prestar esclarecimentos sobre contratos. Relatos de servidores pedindo exoneração por insegurança administrativa também entram no pacote de dúvidas. A vereadora pede acesso a processos, auditorias e registros formais sobre o caso.
Outro requerimento mira a área ambiental. Na Barra da Tijuca, a supressão de árvores para a implantação de um empreendimento reacendeu o debate sobre compensação ambiental. Alana quer saber quantas mudas serão plantadas, quais espécies foram escolhidas, onde ocorrerá o replantio e em que prazo — pontos sensíveis e frequentemente cobrados por órgãos de controle.
O terceiro questionamento envolve a SR Promoções Culturais Ltda, empresa responsável pelo Réveillon de Copacabana e pelo projeto “Rio, o verão oficial do Brasil”. O detalhe que chama atenção é a atuação da mesma empresa na construção do Centro de Treinamento da Guarda Armada. A vereadora solicita a íntegra dos contratos e os atestados técnicos que comprovem a capacidade da empresa para executar obras ligadas à área de segurança pública.
Em pouco tempo de mandato, Alana Passos já deixou claro que pretende exercer fiscalização intensa. Sem flores ou gestos simbólicos de estreia, a vereadora começou atirando perguntas — e elas ecoam dentro da Prefeitura do Rio.


