Carlos Eduardo Cerqueira da Silva tinha 52 anos e era conhecido como “CarlãoRedes sociais
Carlos, conhecido como Carlão, morreu em 28 de agosto, depois de permanecer internado por 65 dias no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) reuniu imagens de câmeras de segurança e outros elementos que ajudaram os policiais a identificar os dois suspeitos.
De acordo com a Polícia Civil, Vanderlei estava preso desde 12 de agosto. O mandado de prisão temporária relacionado ao caso de Carlão foi cumprido na unidade prisional onde ele se encontrava. Adilson foi abordado por policiais militares paulistas e ao verificarem a existência de um mandado de prisão em aberto, os agentes efetuaram a captura.
A agressão aconteceu em 24 de junho, na Rua da Constituição, no Centro do Rio. Imagens de câmeras de segurança mostram Carlos sendo perseguido por um homem. Durante a fuga, a vítima foi atingida por um soco e caiu desacordada.
O professor foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde permaneceu internado até morrer, em 28 de agosto. Segundo a investigação, o ataque ocorreu durante um roubo de celular. A Polícia Civil informou que os suspeitos teriam agredido a vítima e levado o aparelho.
Ainda de acordo com a corporação, Adilson, apontado como autor das agressões, já era conhecido por se envolver em confusões na região, onde trabalhava como ambulante.
Além de professor, Carlos Eduardo era árbitro de vôlei e sócio-fundador da Associação Brasileira Profissional de Voleibol (ABPVÔLEI). Ele também atuava como diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores e Colaboradores da Arbitragem Esportiva (Sintrace).
Na época da morte, as duas entidades publicaram homenagens nas redes sociais, destacando a dedicação de Carlão ao esporte, à formação de novos talentos e ao trabalho com a arbitragem.
A reportagem de O DIA tenta contato com as defesas de Adilson Bezerra dos Santos e Vanderlei Mathias dos Santos. O espaço segue aberto para manifestações.
