Matheus Pinheiro Bento foi preso nesta quinta-feira (24) na casa da avó, em Cantagalo, durante ação da Polícia CivilFoto: Divulgação – Polícia Civil.
A prisão ocorreu por volta das 6h. Segundo a Polícia Civil, Matheus estava dormindo quando os agentes chegaram para cumprir o mandado de prisão. A avó dele estava no imóvel e, de acordo com a corporação, não sabia que o neto era apontado como envolvido no assassinato.
A prisão faz parte da Operação Aqueronte e é a segunda realizada durante a investigação. Um primeiro acusado foi preso em 13 de agosto, no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio.
Investigação aponta participação de dois acusados
Segundo a Polícia Civil, provas periciais e outros elementos reunidos durante a investigação ajudaram os agentes a identificar Matheus e chegar ao endereço onde ele estaria. Com o mandado expedido pela Justiça, os policiais foram até a casa da avó e efetuaram a prisão.
Matheus foi levado para a 128ª DP, sob coordenação do delegado Luiz Maurício Armond Campos. Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra o preso algemado no local onde o empresário foi morto. Na gravação, ele indica aos policiais o ponto onde teria subido para descartar a faca usada no crime.
Segundo a investigação, a arma teria sido descartada com impressões digitais. Durante a gravação, Matheus afirma: “Descartei a faca com as digitais, o que ia adiantar?”
A Polícia Civil aponta Matheus como um dos executores e afirma que ele teria usado a faca para atingir o empresário.
O delegado Luiz Maurício Armond Campos afirmou que a operação resultou na captura de mais um envolvido na morte. “Nós concluímos as investigações e a captura de mais um dos envolvidos”, declarou.
Empresário teria sido vítima de extorsão
A investigação começou após a família de Antônio José comunicar um possível sequestro. Segundo os familiares, criminosos fizeram contato durante a madrugada e exigiram R$ 10 mil para libertar o empresário.
Durante as negociações, foram enviadas fotos e vídeos que mostravam Antônio José amarrado e ainda vivo dentro da própria residência. Enquanto a família tentava reunir o valor exigido, as buscas começaram.
A casa foi encontrada revirada e vazia. O rastreamento do celular da vítima indicou uma área próxima a um riacho, onde o aparelho teria sido descartado.
Na sexta-feira (7), Antônio José foi encontrado morto em uma área de mata conhecida como Presidente Lula, no distrito de Cantagalo, próximo à residência. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Outro investigado, Silas Barreto Lima, de 37 anos, foi preso em agosto e, segundo a Polícia Civil, é apontado como responsável por fornecer uma conta para o recebimento do dinheiro exigido no resgate. A investigação também aponta que ele teria efetuado um disparo contra o empresário.
Silas teria conseguido fugir quando os policiais chegaram à empresa onde ele estava para cumprir a prisão e continua sendo procurado.
A Polícia Civil mantém as buscas pelos envolvidos e dá continuidade à investigação do homicídio.
