Polícia investiga morte de criança por afogamento em Belford Roxo | Rio de Janeiro

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A menina estava na piscina de adulto quando se afogou - Arquivo Pessoal




A menina estava na piscina de adulto quando se afogouArquivo Pessoal

Rio – A Polícia Civil investiga a morte de uma menina, de 3 anos, por afogamento na piscina de um clube no bairro Bom Pastor, em Belford Roxo, Baixada Fluminense. A criança ainda chegou a ser socorrida e encaminhada para uma UPA, mas não resistiu. Ao DIA, um amiga da família revelou que E. V. C. estava com a mãe e o irmão mais velho, de 7 anos, no momento do ocorrido.

O caso aconteceu no último dia 18. Segundo testemunhas, a criança usava uma boia e estava na piscina de adulto na hora da tragédia.

Em um áudio que teria sido enviado pela própria mãe da menina, a responsável revela não saber ao certo como a filha se afogou.

“A gente estava lá na piscina, só que eu não vi que ela caiu dentro ou se estava na boia, entendeu? Só que quando eu fui pular para tomar banho e fui sair da piscina, eu senti algo no meu pé. Eu não sei se ela estava na escada ou se estava na boia e escorregou. Porque ninguém viu, só vendo lá pela câmera. Quando eu fui subir, eu senti algo. Aí eu falei: ‘Meu Deus, o que é isso?’ Depois eu coloquei o pé de novo e era ela. Aí eu peguei ela e a gente levou ela para o médico”, relatou a mãe no áudio.

Os pais da menina são separados. Na ocasião, o responsável chegou a ir ao clube, mas no momento do afogamento já havia saído do local, deixando os filhos sob cuidados da mãe.

No último domingo (25), familiares realizaram uma manifestação em busca de Justiça. Já na tarde de segunda (27), o pai esteve na 54ªDP (Belford Roxo). À imprensa, ele falou sobre os últimos momentos da filha e afirmou que pretende lutar pela guarda do outro filho.

“Como pai eu só peguei minha filha e corri, a única atitude que tive foi essa. Só quero saber o porquê, ela [a mãe] fala que entrou na piscina e se deparou com minha filha. Eu quero a guarda do meu filho de 7 anos”, reforçou.

À família, um socorrista do clube disse que a piscina não possui profundidade e tamanho para ter a obrigação de um guarda-vidas.

“Eu estava sentado minutos antes à beira da piscina e vi a mãe, um rapaz e a criança dentro da água, em cima da boia. Ela estava com a responsável e por isso não me atentei. Minutos depois, só ouvi os gritos dela com a criança no colo e a boia sem a criança na água. Ela levou a criança para dentro de uma piscina de adultos e se descuidou, conversando com o rapaz, sendo que temos piscina infantil. Nesse momento só havia cinco pessoas, incluindo os três, dentro da piscina e já era final de tarde. Quando fui chegar perto para verificar, uma menina já pegou a garota, botou no colo do pai, entrou no carro e foi para o hospital, há três minutos daqui. Foi tudo muito rápido, não tive como atuar”, contou.

O pai não sabe o paradeiro da ex-mulher, que desativou as redes sociais após o ocorrido. O sepultamento da menina ocorreu na dia 20, no Cemitério Municipal de Belford Roxo, conhecido como Cemitério da Solidão.

De acordo com a Polícia Civil, a perícia já foi realizada no local. Os pais e testemunhas foram ouvidos. Diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do fato.

Ao DIA, o delegado Bruno Enrique Menezes, titular da 54ªDP, explicou que ainda é prematuro apontar qualquer conclusão sobre o caso.

“Nesse momento estamos ouvindo testemunhas e analisando as peças técnicas acostadas aos autos, sendo prematura qualquer conclusão. Todavia, caso fique comprovada uma omissão seria possível pensar numa responsabilização penal por crime culposo”, reforçou.



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/01/7199037-policia-investiga-morte-de-crianca-por-afogamento-em-belford-roxo.html

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