Em uma movimentação que redesenha o tabuleiro político fluminense, o PL oficializou nesta terça-feira (24), em Brasília, a chapa para a disputa estadual no Rio de Janeiro. O secretário de Cidades, Douglas Ruas, será o candidato ao governo, tendo como vice o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, indicado pelo PP.
A decisão foi selada em reunião com o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal e presidente estadual da sigla Altineu Côrtes e o governador Cláudio Castro. Ruas e Lisboa foram chamados às pressas para a capital federal, onde a aliança foi sacramentada.
Castro abre mão do governo para disputar o Senado
O governador Cláudio Castro confirmou que concorrerá a uma vaga no Senado. Para isso, terá de renunciar até abril, abrindo espaço para que a Alerj escolha, de forma indireta, um governador-tampão que conduzirá o estado até dezembro.
Entre os nomes cogitados para a transição estão o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, apoiado por Castro, e o próprio Ruas, preferido pelo grupo de Flávio Bolsonaro e Altineu Côrtes, que defendem sua chegada ao Palácio Guanabara já com a máquina estadual em mãos.
Márcio Canella completa a chapa
A segunda vaga ao Senado ficará com o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, filiado ao União Brasil. A escolha foi resultado de articulações que envolveram o presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, e o dirigente estadual do PP, Dr. Luizinho**.
Com isso, o PL consolida uma frente de partidos de direita e centro-direita, ampliando o palanque bolsonarista no Rio e fortalecendo a estratégia nacional.
Lisboa, peça-chave na disputa
Antes de fechar com o PL, Rogério Lisboa era cotado para ser vice na chapa do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A dificuldade de Paes em garantir o apoio do PP levou-o a se alinhar ao MDB, que indicou Jane Reis como vice. O movimento acelerou as articulações do PL e resultou na definição anunciada nesta terça-feira.
Impacto político
A decisão do PL não apenas define os rumos da eleição estadual, mas também abre uma disputa intensa pelo comando temporário do Rio. A escolha do governador-tampão será um teste de força entre Castro e o núcleo bolsonarista, com reflexos diretos na campanha de Ruas.

