Niterói: As diligências acontecem em municípios da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana, entre eles São João de Meriti, Niterói e MaricáReprodução/Internet
A ação tem como objetivo cumprir sete mandados de prisão contra suspeitos ligados ao grupo, incluindo policiais militares da ativa. As diligências acontecem em municípios da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana, entre eles São João de Meriti, Niterói e Maricá. Até a mais recente atualização da operação, três pessoas haviam sido detidas, sendo duas em cumprimento de mandados judiciais e uma presa em flagrante.
De acordo com a investigação, o grupo criminoso mantinha uma estrutura organizada para a compra, transporte e distribuição de grandes carregamentos de drogas e armamentos destinados ao Comando Vermelho. O inquérito teve início após a prisão em flagrante de dois homens, em outubro de 2023, quando mais de 100 quilos de cocaína foram apreendidos durante uma abordagem na Avenida Brasil.
A partir desse caso, a polícia identificou uma rede de integrantes com funções específicas dentro da organização. As investigações apontam que um dos suspeitos era responsável pela logística do tráfico, intermediando o transporte de entorpecentes e mantendo contato direto com lideranças da facção para coordenar a entrega das cargas.
Com autorização judicial, interceptações telefônicas e análises de dados permitiram aos investigadores rastrear comunicações entre integrantes do esquema e chefes do tráfico. Segundo a polícia, as conversas revelaram negociações relacionadas ao abastecimento de drogas e armamentos para áreas dominadas pelo grupo criminoso.
Outra linha da investigação apura a atuação de agentes públicos no favorecimento ao Comando Vermelho. Um policial militar é suspeito de participação em negociações ilegais envolvendo armas, munições e acessórios. Além disso, os investigadores afirmam ter identificado o repasse de informações antecipadas sobre operações policiais a traficantes que atuavam em comunidades de São João de Meriti.
As apurações também alcançaram integrantes do setor armado da facção, responsável pela proteção de lideranças criminosas e pelo monitoramento de territórios dominados pelo grupo. Durante a operação, um dos suspeitos apontados como integrante desse núcleo foi preso. Outro investigado foi localizado com uma arma de fogo, rádio comunicador e uma motocicleta com registro de roubo.
Um dos principais nomes citados no inquérito, o policial militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, morreu em julho deste ano após ser baleado quando chegava ao condomínio onde morava, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O homicídio é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, e uma das hipóteses analisadas é a de que ele tenha sido executado por integrantes da própria facção criminosa.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão da participação de agentes públicos no esquema criminoso.
