O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado que não há qualquer ameaça concreta identificada pelos órgãos de inteligência à realização do primeiro turno das eleições neste domingo, seja de agentes internacionais ou do crime organizado. O ministro pediu ainda que os eleitores não acreditem em informações falsas criadas para gerar “tumulto” e desestabilizar.
— Nosso pleito não está sob ameaça concreta seja internacional ou do crime organizado. Os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício disso — afirmou Nunes Marques ao GLOBO.
Os eleitores irão às urnas para eleger deputados estaduais, federais, senadores, governadores e o presidente neste domingo. As urnas vão abrir às 8h, no horário de Brasília, e a votação será encerrada às 17h.
— O eleitor não pode acreditar em informações falsas criadas apenas para gerar tumulto e tentar desestabilizar a realização do pleito. Isso é tirar um dos direitos mais importantes das brasileiras e dos brasileiros — disse o ministro.
Nunes Marques também lembrou que o Tribunal criou uma sala dos partidos políticos, para que representantes das legendas possam acompanhar o processo de votação. Haverá monitoramento em tempo real também de possíveis eventos climáticos que possam atrapalhar a votação.
De acordo com o presidente do TSE, cerca de mil jornalistas, de veículos de imprensa nacionais e estrangeiros, já estão cadastrados para acompanhar a votação e o processo de apuração, que se iniciará após o fechamento das urnas.
O Tribunal também fez uma parceria com plataformas digitais que vão auxiliar a Justiça Eleitoral na troca de informações para o enfrentamento à desinformação na eleição.
— O que o eleitor deve acreditar é que o voto dele é de uma importância tamanha que tem o poder de definir o destino dessa nação — concluiu Nunes Marques.
Na manhã deste sábado, o TSE realizou a verificação dos sistemas usados nas eleições deste ano e emitiu a “zerésima da totalização”, um relatório emitido pelo sistema do TSE com a verificação de que não há votos pré-computados para nenhum dos 13 candidatos à Presidência da República.
A cerimônia ocorreu na sede da Corte, em Brasília, e teve a participação de Nunes Marques e de observadores internacionais.
