Multidões vão às ruas do Rio no domingo exigir Justiça por Orelha e fim da impunidade

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O brutal assassinato do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, transformou-se em símbolo nacional contra os maus-tratos a animais e a impunidade. A comoção, que começou na Praia Brava, ganhou força nas redes sociais com a hashtag #JustiçaPorOrelha, mobilizando milhares de pessoas e impulsionando abaixo-assinados virtuais. Agora, o Rio de Janeiro se prepara para dois grandes atos no dia 1º de fevereiro, reforçando a pressão popular por punições mais severas.

Mobilizações no Rio de Janeiro

Na capital fluminense, duas manifestações estão confirmadas:

– Aterro do Flamengo, às 10h – organizada pelo grupo Rio de Janeiro Contra Maus-tratos, liderado pela ativista Chris Neri. A concentração será no Monumento aos Pracinhas, seguida de caminhada até o Copacabana Palace.
– Copacabana, Posto 2, às 16h – convocada pelo deputado federal Marcelo Queiroz, reunindo apoiadores e defensores da causa animal.

Números que chocam

Segundo dados do programa Linha Verde, do Disque Denúncia, o estado do Rio registrou 17.305 denúncias de maus-tratos em 2025, um aumento de 27,68% em relação ao ano anterior. A maioria dos casos envolve cães, gatos e cavalos, evidenciando a urgência de políticas públicas mais eficazes.

Repercussão política

A violência contra Orelha provocou reação no Congresso. Senadores brasileiros passaram a defender endurecimento da legislação, cobrando penas mais rígidas para crimes de maus-tratos. O caso, que expôs a vulnerabilidade dos animais comunitários, reacendeu o debate sobre responsabilidade e impunidade.

Atos nacionais

Além do Rio, diversas cidades terão manifestações entre os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro:

– São Paulo (MASP, Av. Paulista) – 01/02, 10h
– Florianópolis (Trapiche da Beira-Mar Norte) – 01/02, 9h
– Joinville (Praça da Bandeira) – 01/02, 10h
– Salvador (Farol da Barra) – 01/02, 8h
– Porto Alegre (Parque da Redenção) – 01/02, 10h
– Curitiba (Museu do Olho Parcão) – 31/01, 10h

Outras cidades como Santos, Chapecó, Belo Horizonte, Belém, Dourados e Indaiatuba também confirmaram atos, consolidando uma rede nacional de mobilização.

Voz que não pode ser calada

Orelha tornou-se o estopim de um movimento que ultrapassa fronteiras regionais. As manifestações prometem ser um marco na luta pelos direitos dos animais, ecoando o grito que o cão não pôde dar. A expectativa é que a pressão popular se traduza em mudanças concretas na legislação e na responsabilização dos agressores.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/cidades/31/01/2026/multidoes-vao-as-ruas-do-rio-no-domingo-exigir-justica-por-orelha-e-fim-da-impunidade

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