A feira de moda da CasaBloco, realizada em parceria com o Instituto Black Bom, vai transformar o Jockey Club em uma vitrine da economia criativa e da identidade cultural das ruas. Em 2026, 22 empreendedores, sendo a maioria mulheres e pessoas pretas ou pardas, apresentarão coleções que prometem ditar as tendências nos blocos, bailes e no desfile das escolas de samba. O foco deste ano vai além da estética, priorizando o impacto social e a utilização de materiais sustentáveis para o folião consciente. É o lugar ideal para quem busca um visual autêntico e deseja apoiar a produção local antes de se jogar nos bailes do Cacique de Ramos, Quizomba e Fogo e Paixão.
Entre os destaques, figurinos marcados por transparências e a valorização da moda plus size surgem como grandes sensações da temporada. A busca por acessórios funcionais ganha força com as pochetes brilhantes, confeccionadas a partir de material reaproveitado, unindo estilo e sustentabilidade. Outras novidades incluem máscaras inspiradas na Mata Atlântica e acessórios de cabeça produzidos com flores de diversos materiais e técnicas de crochê.
“As tendências de moda deste carnaval abrem espaço para o retorno do lúdico e do retrô. Maximalismo, brilhos e texturas trazem de volta o espírito brincante que ficou perdido na glamourização da folia. Franjas, crochê, headpieces e acessórios marcantes chegam com tudo na nossa feira! Em mais um ano abrindo espaço e criando oportunidades de renda para artistas, artesãos e designers de moda desse ecossistema, priorizamos a identidade e a diversidade cultural brasileira e carioca, destacando tendências, mas especialmente valorizando os diferenciais de cada criador! A parceria da CasaBloco com o Instituto Black Bom está completando sete anos, promovendo o trabalho de uma rede de empreendedores muito especial”, destaca Sami Brasil, curadora da Feira A Rua é Nossa e presidente do Instituto Black Bom.
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As coleções deste ano trazem fortes referências ancestrais e comunitárias. O Ateliê Ms. Vee lança a linha OPOPONA, inspirada na união das comunidades foliãs, enquanto o Ateliê Cretismo apresenta Meu Axé Me Conduz, com peças fundamentadas nas religiões de matriz africana. Já a marca Yasas leva ao Jockey a camisaria agênero Carnavália, e a Telma Acessórios aposta na força de Iemanjá e do mar para adornar os foliões.
A coleção Opopona, do Ateliê Ms. Vee, por exemplo, mescla crochê e macramê e é inspirada na energia, no movimento e no brilho das ruas durante o Carnaval. “Nossa coleção reforça o compromisso do ateliê em transformar o artesanato em uma espécie de marca do Carnaval. Acessórios de cabeça cheios de charme, produzidos artesanalmente com técnicas de macramê e crochê, são delicados e sofisticados. As peças chamam a atenção pelas franjas, búzios e aplicações de lantejoulas”, explica Vania Ms. Vee, criadora da marca.
A figurinista Marah Silva, do Ateliê Cretismo, estreia na CasaBloco com uma coleção exclusiva, composta por peças conceituais e únicas, com opções de looks que vão dos mais arejados, para o bloco pela manhã, até os pensados para os bailes e festas à noite.
“Vou apresentar “vários carnavais” na CasaBloco. Minhas apostas são nas peças transparentes e minimalistas, bem como no brilho, com o uso de pedrarias, metais e cores vivas para as peças de dia, com saias e tops transparentes. A proposta é induzir a pessoa a usar a arte junto com o figurino. Vou ter looks completos, incluindo acessórios de cabeça. Quero surpreender!”, conta animada.
Alessandra Gomes, do Aleh Celestinoo aposta nas pochetes com inspiração circense, com o uso de sintéticos, paetês, pompons e muito glitter. “Destaco as peças em amarelo, vermelho, prata e azul, cores que chegam com mais força para o carnaval. É importante lembrar que uma das marcas do meu trabalho é o reaproveitamento de materiais que recebo a partir das doações de outras grifes”, adianta.
A Rua é Nossa, na CasaBloco, não é apenas um espaço de vendas, mas um motor de transformação social: para 71% dos expositores, o empreendimento é a principal fonte de renda da família. A CasaBloco oferece infraestrutura gratuita para os artesãos, fomentando uma rede que valoriza quem produz o Carnaval o ano inteiro. “A ideia é valorizar as linguagens artísticas que dialogam com a festa, expandindo para o design e as artes visuais”, explica a diretora geral da CasaBloco, Rita Fernandes.
A Feira “A Rua é Nossa” funcionará diariamente, na CasaBloco, no Jockey Club (29 a 31 de janeiro), das 16h às 22h.
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Com informações da fonte
https://vejario.abril.com.br/cidade/moda-do-carnaval-casabloco/

