Uma mulher de 56 anos foi considerada culpada por manter uma mulher com dificuldades de aprendizagem em situação análoga à escravidão por 25 anos em Gloucestershire, na Inglaterra. Amanda Wixon está presa desde 2021, mas a divulgação de sua condenação só ocorreu nesta quarta-feira, 21.
Oficialmente, Wixon foi condenada em duas acusações por obrigar uma pessoa a realizar trabalho forçado ou obrigatório; uma acusação de cárcere privado; e três acusações de agressão que causaram lesões corporais.
A acusada assumiu responsabilidade pela vítima, nomeada apenas como K, em 1996. Segundo autoridades locais, Wixon conhecia a mulher desde que ela era criança.
Foram quase três décadas em que ela esteve presa na casa da grande família Wixon, que ao longo dos anos teve dez filhos.
Quarto em que K residiu
Divulgação/Gloucestershire Constabulary
A vítima ficou presa em um pequeno quarto da residência, sem acesso a comida e cuidados de saúde e odontológicos. K também estava proibida de se lavar, mas era obrigada a dar banho nas crianças e preparar banhos de banheiras para Wixon.
Segundo a acusação, Amanda Wixon jogava produtos de limpeza na garganta de K, fazia com que ela ficasse de joelhos por longos períodos e permitia apenas uma refeição — de sobras — por dia.
A vítima relatou as diversas violências que sofreu entre janeiro de 1997 até março de 2021, quando foi resgatada pela polícia de Gloucestershire. Na mesma época, Wixon foi presa.
Foram 25 anos em situação análoga à escravidão
Divulgação/Gloucestershire Constabulary
A libertação aconteceu graças a um telefone que foi dado à K por uma pessoa não identificada — o segundo, pois o primeiro foi destruído por Wixon.
No dia 15 de março de 2021, K ligou para uma pessoa conhecida após se sentir doente. Essa pessoa, então, pediu para que a polícia ajudasse a vítima. De acordo com o anúncio oficial sobre o caso, os policiais chegaram por volta das 22h40 à residência Wixon, encontrando K “assustada, magra e desnutrida, com forte odor corporal. Seu cabelo estava curto e ela apresentava hematomas nos braços”.
Os médicos que a examinaram também notaram ferimentos compatíveis com seus relatos: cicatrizes ao redor de sua boca, provavelmente por conta do contato com produtos de limpeza, e calos nos tornozelos — por conta das longas horas que passava ajoelhada.
Laura Burgess, procuradora-geral sênior do Serviço de Procuradoria da Coroa, disse que: “Amanda Wixon submeteu a vítima neste caso a décadas de crueldade, exploração e controle inimagináveis. Negaram-lhe a liberdade, a dignidade e até mesmo a autonomia mais básica”.
No entanto, a história vem tendo um final feliz: “O progresso que ela fez desde que foi retirada desse ambiente opressor é uma prova de sua força”. K, segundo as autoridades, mora, agora, com uma família adotiva, viajando pelo país e “vivendo a liberdade que Wixon negou a ela por tanto tempo.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/mundo/noticia/2026/01/mae-de-10-criancas-e-condenada-por-manter-mulher-em-situacao-analoga-a-escravidao-por-25-anos-na-inglaterra.ghtml
Mãe de 10 crianças é condenada por manter mulher em situação análoga à escravidão por 25 anos

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