Parceria com a Coopama garante reciclagem, triagem e impacto social positivo, desviando mais de 90% dos resíduos dos aterros sanitários
Você sabe para onde vão os materiais e resíduos descartados corretamente? Na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o lixo recolhido em todas as sedes do Legislativo carioca segue um percurso sustentável e socialmente responsável. Por meio de uma parceria com a Coordenadoria de Sustentabilidade da Casa, os resíduos são encaminhados para tratamento na Cooperativa Popular Amigos do Meio Ambiente (Coopama), localizada na Zona Norte da cidade.
Na Coopama, todo o material passa por etapas de organização, triagem e valorização, garantindo o descarte ambientalmente adequado e a correta destinação dos resíduos recicláveis. O trabalho realizado pela cooperativa é fundamental para assegurar que o lixo gerado pelo Parlamento carioca seja reaproveitado de forma eficiente e sustentável.
Há quatro anos consecutivos, a Câmara do Rio ostenta a Certificação Lixo Zero, concedida pelo Instituto Lixo Zero Brasil. O selo reconhece instituições que conseguem desviar dos aterros sanitários ao menos 90% de seus rejeitos, por meio de práticas como reciclagem, reutilização e compostagem — critérios plenamente atendidos pela Casa Legislativa, em consonância com seu compromisso permanente com a sustentabilidade ambiental.
De acordo com a coordenadora de Sustentabilidade da Câmara Municipal, Malu Campos, a parceria com a Coopama reforça a importância da conscientização ambiental desde o descarte. “A partir do momento em que o resíduo é descartado de forma responsável, sem a mistura inadequada de materiais, é para cá que ele vem. Precisamos compreender essa outra ponta do processo”, destacou.
Lixo que se transforma em renda e cidadania
Além dos benefícios ambientais, a reciclagem também gera impacto social direto, ao assegurar trabalho e renda para diversas famílias. Um exemplo é o de Sandra Regina Silva, cooperada da Coopama, que deixou a profissão de cozinheira para atuar na triagem dos materiais recicláveis. “Antes, eu via aquilo apenas como lixo. Hoje, entendo que se trata de um recurso reciclável, capaz de gerar renda para os cooperados. Meu salário vem daqui. É simples, mas representa o sustento de muitas famílias”, relatou.
O presidente da Coopama, Luis Carlos Fernandes, destaca a complexidade do processo de coleta seletiva realizado pela cooperativa. “A reciclagem vai muito além de separar o que é lixo do que não é. Dali sai uma matéria-prima que garante sobrevivência, gera trabalho, renda e até arte. Muita gente não sabe para onde o lixo vai: ele chega à cooperativa, é transformado e, muitas vezes, retorna para a casa das pessoas de outra forma”, explicou.
A Câmara do Rio também é responsável pela geração de resíduos orgânicos. Mensalmente, quase uma tonelada desse material é destinada à compostagem, onde é convertida em adubo, completando o ciclo sustentável adotado pela instituição e reforçando o papel do Legislativo carioca como referência em gestão ambiental no setor público.

