Judiciário do Rio reforça atendimento para mulheres em situação de violência durante fim de ano

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) registrou 71.762 novos casos de violência doméstica entre janeiro e novembro de 2025 no estado, segundo dados do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher. O histórico de anos anteriores indica que os registros tendem a aumentar no fim do ano — período em que cresce a convivência familiar e, com ela, o risco para mulheres em situação de violência.
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Diante do cenário, o Judiciário fluminense anunciou o reforço da estrutura de acolhimento e atendimento às vítimas durante o recesso, que vai até o dia 6 de janeiro. Mesmo com equipes reduzidas, os serviços essenciais seguirão funcionando em regime de plantão para garantir resposta rápida a casos urgentes.
A coordenação das ações é da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), que mantém uma rede de iniciativas voltadas à proteção e ao amparo das vítimas. Entre os serviços disponíveis estão:
Aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite solicitar medidas protetivas de urgência pelo celular, de forma ágil e segura, por meio de formulário on-line, sem a necessidade de ir a uma delegacia;
Central Judiciária de Abrigamento Provisório (Cejuvida), responsável por acolher vítimas e, quando necessário, encaminhá-las a abrigos sigilosos;
Projeto Violeta, voltado à proteção de mulheres em risco iminente de morte ou de agressão grave;
Programa Acolhe, que atua para reduzir os impactos da violência, apoiando serviços públicos de abrigamento e proteção.
As medidas protetivas devem ser solicitadas em situações como agressão física, ameaça, violência sexual, retenção de documentos, dinheiro ou celular pelo agressor, além de outras condutas que configurem violência doméstica.
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Em casos de urgência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 para atendimento imediato. Também está disponível, 24 horas por dia, a Central de Atendimento à Mulher – 180. O registro de ocorrência pode ser feito nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), pelo telefone 197 da Polícia Civil ou on-line.
Para a coordenadora da Coem, Adriana Ramos de Mello, a manutenção dos serviços durante o recesso reforça o compromisso institucional no enfrentamento à violência:
— Toda mulher tem direito a atendimento imediato e humanizado. A violência doméstica não é um problema privado; é uma questão de direitos humanos e de responsabilidade social. Durante o recesso, o TJRJ funciona em regime de plantão, conforme as diretrizes da Administração Superior. Embora haja redução de equipe, os serviços de acolhimento permanecem ativos para garantir resposta rápida às situações urgentes — afirmou.
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Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/noticia/2025/12/judiciario-do-rio-reforca-atendimento-para-mulheres-em-situacao-de-violencia-durante-fim-de-ano.ghtml

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