Na primeira rodada do Brasileirão de calendário atípico, a posse de bola não foi determinante para os resultados. Sete das dez partidas foram vencidas pelos times que a tiveram por menos tempo. Com duas exceções: o Bragantino, que bateu o Coritiba por 1 a 0 como visitante, e o Fluminense, que fez 2 a 1 no Grêmio como mandante. Ainda assim, o time gaúcho teve mais posse nos 45 minutos finais e esteve perto de empatar o duelo no Maracanã — exatamente como fez o Palmeiras no 2 a 2 com o Atlético-MG na Arena do Galo.
E o que isso significa? Em linhas gerais, que foram jogos marcados pelo equilíbrio e vencidos pelos times que conseguiram mostrar mais capacidade de pressionar o homem da bola. Quem uniu resistência e aplicação, ainda que sem virtuosismo, levou os três pontos em disputa. E isso ainda poderá se repetir nestas partidas de fevereiro em que os efeitos de uma preparação inusitada darão o toque de imprevisibilidade aos confrontos. E isso vale para jogos dos Estaduais, do Campeonato Brasileiro e até para esta final da Supercopa.
Hoje, por exemplo, Flamengo e Corinthians medem forças em Brasília. Em condições normais de temperatura e pressão, o time rubro-negro levantaria o troféu da Supercopa Rei e embolsaria os R$ 11 milhões pagos pela CBF ao campeão. Mas quem, de bom senso, poderá dizer que a equipe de Filipe Luís está apta a abrir o “trinco” que Dorival Júnior utiliza em jogos eliminatórios? Na derrota para o São Paulo, de virada, no Morumbi, ficou claro que afinado o Flamengo ainda não está.
E como o Corinthians também foi derrotado no meio de semana, de virada, enfrentando o Bahia como mandante pelo Brasileirão, fica fácil constatar que nenhum dos dois está pronto para mostrar o melhor de seu padrão competitivo. Valerá a estratégia dos treinadores, em função do que os times têm a oferecer com três semanas de treinos.
Curiosamente, o confronto entre Botafogo e Fluminense, hoje à noite, no Nilton Santos, pela quinta rodada do Carioca, talvez reúna mais condições de oferecer qualidade no espetáculo — mas não pelo virtuosismo dos times. Os trabalhos do alvinegro Martin Anselmí e do tricolor Luís Zubeldia começam a chamar atenção pela mobilização dos jogadores em torno de uma ideia competitiva. Os dois times são os mais fortes candidatos a barrar mais um tricampeonato rubro-negro. Vejamos.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/gilmar-ferreira/coluna/2026/02/imprevisibilidade-marca-primeiras-disputas-no-novo-calendario-brasileiro.ghtml
Imprevisibilidade marca primeiras disputas no novo calendário brasileiro

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