A Imperatriz Leopoldinense informou, em nota, que teve sua evolução impactada na Avenida em razão de um problema na dispersão provocado por três carros alegóricos da Acadêmicos de Niterói. As alegorias bloquearam a passagem e ocasionaram “aproximadamente 5 minutos de paralisação”. A presidência e a direção entraram em contato com representantes da Liesa para relatar o problema. A escola é a finalista da primeira noite do prêmio Estandarte de Ouro.
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Segundo a nota, a Imperatriz cumpriu o planejamento do desfile e que o problema “é alheio à responsabilidade da agremiação. Diante dos prejuízos causados, a escola avalia as providências cabíveis para resguardar seus direitos no processo de apuração”.
O grande protagonista do desfile da Imperatriz foi o cantor Ney Matogrosso, de 84 anos. Ele foi ovacionado e brilhou na Marquês de Sapucaí. O público assistiu “uma espécie de potpourri sonoro traduzido por signos e imagens carnavalescas”, como descreveu o carnavalesco Leandro Vieira ao explicar um dos setores da escola.
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Apesar de não ter sido um dos sambas mais aclamados do pré-carnaval, o público cantou do início ao fim e se encantou com as bossas da bateria e com as ilusões da Comissão de Frente. A apresentação trouxe referências ao grupo Secos & Molhados, no qual iniciou a carreira, nos anos 1970, e à trajetória solo do artista, com destaque para canções como “Homem de Neanderthal”, do primeiro álbum solo, e discos como “Bandido”.
Com um universo plural de Ney, o carnavalesco Leandro Vieira levou diversidade estética, como referências ao movimento gay power, assim como a figurinos ciganos, indígenas e à androgenia. Roupas com macramê (técnica de artesanato), lantejoulas e pelos também estão presentes. Para esse trabalho, houve diversas trocas com o artista, consultado diretamente durante as pesquisas.
Ney Matogrosso desfilou na última alegoria, lotada de figuras sexuais inspiradas na pintura “O Jardim das Delícias Terrenas” do holandês Hieronymus Bosch. O cantor desfilou no centro do carro, e nas laterais foliões completamente pintados e vestidos de verde personificavam o espirito do componente da Imperatriz reverenciando o homenageado.
Vestindo uma fantasia sem pudor, marcada por correntes, lantejoulas e muito brilho em tons de verde, azul e amarelo, além de uma toca igualmente cintilante, o artista chegou sorridente e visivelmente tocado pelo momento.
Comissão de frente foi destaque
A Comissão de Frente foi um dos destaques do desfile. Com truques de ilusão, quatro Neys, cada um representando momentos diferentes do artista, se revezavam num grande palco. Ao todo, 15 bailarinos se apresentavam representando a figura de Ney no imaginário musical brasileiro.
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Numa primeira troca de personagem, um Ney quase nu entra num espalho e sai do outro lado com o clássico figurino do disco de estreia de Secos e Molhados. Na última, um dos bailarinos desaparecia de cima de um piano, um tecido voava pelo “palco” e um novo Ney surgiu na parte mais alta do tripé alegórico enrolado com o pavilhão da Imperatriz. O movimento foi sincronizado com uma paradinha da bateria foi o ápice da apresentação com a Sapucaí segurando o canto no gogó.
No desfile, os figurinos foram de ciganos, indígenas e à androgenia. Roupas com macramê (técnica de artesanato), lantejoulas e pelos também foram explorados pela escola. Para esse trabalho, houve diversas trocas com o artista, consultado diretamente durante as pesquisas.
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As provocações de Ney também estiveram presentes no desfile. A ala Homem com H, referência a música mais popular do cantor, foi formada apenas por homens. Se o título da fantasia sugere uma masculinidade viril, o figurino rosa se apresentou como um deboche sobre a fragilidade da masculinidade.
A verde e branco de Ramos também apostou nos mínimos detalhes para Foram 1.300 componentes maquiados, que começaram o processo 7 horas antes de pisarem na Sapucaí. A equipe de maquiagem contou com 260 profissionais.
O conjunto alegórico também fez o público vibrar, sobretudo o carro em referência ao clássico “Vira, com uma gigantesca, e hiperealista, escultura de lobisomem de 23 metros de altura. Um dos diferenciais foi a articulação: havia movimento também nas garras da figura folclórica, que, junto com o bom uso da luz cênica, passava uma sensação de que era real.
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Num momento de tensão para a entrada de um dos carros alegóricos que empacou na entrada da Avenida, a escola precisou reduzir o ritmo da evolução. O tempo foi coberto, no entanto, pela apresentação da bateria comandada pelo mestre Lolo. Ele usou e abusou das bossas, paradinhas. Em alguns momentos, a apresentação ainda se misturava com uma coreografia dos 250 ritmistas, que levantaram o público junto da rainha Iza.
Problema com altura de carro
O penúltimo carro da Imperatriz causou dor de cabeça à escola. O motivo é que ele ficou com porte da escultura da coroa que o ornamenta presa sob o Elevado Trinta e Um de Março. Após correria na concentração, um mecanismo foi acionado e a coroa rebaixada. Pessoas que passavam no momento da correria na concentração aplaudiram o momento e comemoraram a resolução do problema.
Ficha técnica:
Presidente: Cátia Drumond
Carnavalesco: Leandro Vieira
Intérprete: Pitty de Menezes
Mestre-sala e porta-bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro
Mestre de bateria: Lolo
Rainha de bateria: Iza
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/carnaval/noticia/2026/02/imperatriz-reclama-que-carros-da-academicos-de-niteroi-bloquearam-passagem-e-causaram-5-minutos-de-paralisacao.ghtml
Imperatriz reclama que carros da Acadêmicos de Niterói bloquearam passagem e causaram '5 minutos de paralisação'

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