Homem é condenado a 39 anos por morte de policial da Core na Zona Oeste | Rio de Janeiro

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João Pedro Marquini era casado com a juíza Tula de Mello - Reprodução / Redes sociais



João Pedro Marquini era casado com a juíza Tula de MelloReprodução / Redes sociais

Rio – Walace Andrade de Oliveira foi condenado a 39 anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte do policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) João Pedro Marquini Santana e pela tentativa de latrocínio contra a juíza Tula Corrêa de Mello. A decisão foi proferida pelo juízo da 17ª Vara Criminal da Capital.

O crime aconteceu na noite de 30 de março de 2025, na Estrada da Grota Funda, em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), um grupo de criminosos realizou uma falsa blitz na via para abordar motoristas.

O policial e a magistrada voltavam para casa em veículos separados. João Pedro seguia no carro da frente quando foi abordado e atingido por disparos de fuzil. O veículo da juíza, que vinha logo atrás, também foi alvo de diversos tiros.

O carro de Tula era blindado. Com isso, ela conseguiu dar marcha à ré e escapar da abordagem, apesar dos disparos efetuados pelos criminosos.

Na sentença, o juiz Fabio Lopes Cerqueira afirmou que as provas reunidas no processo demonstraram a participação de Walace na ação criminosa. Segundo o magistrado, o réu, junto com outros integrantes do grupo, roubou a arma de fogo e o distintivo do policial, efetuando disparos que provocaram a morte da vítima.

Em relação à tentativa de latrocínio contra a juíza, o magistrado destacou que os criminosos atiraram contra o veículo que tentava escapar da abordagem. Para o juiz, a ação demonstrou a intenção de impedir a fuga e garantir a conclusão do roubo.

Além de Walace, outros quatro homens foram denunciados pelo Ministério Público como integrantes do grupo. Antonio Augusto D’Angelo da Fonseca, acusado de associação criminosa armada, foi absolvido porque já responde pelo mesmo crime em outro processo, em tramitação na 28ª Vara Criminal da Capital.

O processo de Alexandre Costa de Oliveira, conhecido como “Preá”, foi desmembrado e suspenso porque ele está foragido. Já Jefferson Rosa dos Reis, o “Jeffinho do Antares”, e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues tiveram a punibilidade extinta após a confirmação da morte dos dois réus.



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/09/7300182-homem-e-condenado-a-39-anos-por-morte-de-policial-da-core-na-zona-oeste.html

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