O governador Cláudio Castro anunciou que não vai reajustar a tarifa do metrô neste ano, que vai permanecer em R$ 7,90. O investimento para manter o valor da passagem será de R$ 37 milhões, por meio da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram).
Em sessão regulatória nesta terça-feira (24), a Agetransp havia homologado o reajuste anual para R$ 8,20, conforme prevê o contrato de concessão, o que não será aplicado pela secretaria.
– Manter a tarifa do metrô em R$ 7,90, mesmo diante das restrições orçamentárias, é uma decisão que coloca o interesse do passageiro em primeiro lugar e demonstra nosso compromisso com uma política tarifária responsável e sensível à realidade da população. Estamos falando de um serviço essencial para milhares de pessoas que dependem do transporte público. É um investimento do Estado para proteger o bolso do cidadão e assegurar mais dignidade no deslocamento diário – destacou Cláudio Castro.
Os usuários que estão cadastrados no programa do Bilhete Único Intermunicipal (BUI) e têm direito à Tarifa Social vão seguir pagando apenas R$ 5, já que o desconto, que vence em 11 de abril, será renovado. A economia é de cerca de R$ 127 no mês, considerando 22 viagens (ida e volta) no período.
Apesar das restrições orçamentárias para o ano de 2026, a Setram estuda a viabilidade de uma tarifa com menor impacto para os demais usuários do metrô.
– A manutenção da tarifa é resultado de um esforço técnico e financeiro da Setram para equilibrar as contas sem repassar custos ao usuário. Sabemos que qualquer aumento afeta diretamente o orçamento das famílias. Vamos seguir trabalhando para buscar alternativas que reduzam impactos e assegurem equilíbrio entre sustentabilidade do sistema e justiça social – concluiu a secretária de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem.
Em vigor desde 2023, a Tarifa Social é destinada a quem tem entre 5 e 64 anos, ganho mensal até R$3.205,20 (conforme determinação judicial), além de possuir um cartão Riocard Mais habilitado no BUI e vinculado ao próprio CPF. Quem trabalha sem carteira assinada ou não possui renda também tem direito.
