Fifa identifica 240 mil mensagens ofensivas durante a Copa de 2026 e encaminha 786 contas à polícia

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Presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa durante o 74º Congresso da FIFA em Bangkok, em 17 de maio de 2024 — Foto: Manan Vatsyayana / AFP


A Fifa identificou 240 mil publicações e comentários ofensivos nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Segundo balanço divulgado pela entidade às vésperas do Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, mais da metade das pessoas atendidas pelo serviço de proteção digital recebeu ao menos uma mensagem ofensiva durante a competição. A iniciativa abrange jogadores, treinadores, árbitros e membros das delegações.

Ao todo, o serviço analisou mais de 17 milhões de publicações e comentários, dos quais 477 mil passaram por revisão humana. Entre os ataques classificados em categorias específicas, excluídas as ofensas de caráter geral, 20% tinham conteúdo racista, 14% envolviam ameaças violentas e 12% eram xenofóbicos. A proporção de insultos racistas no balanço completo do Mundial superou os 11% registrados na fase de grupos.

O monitoramento também identificou 2.905 contas que, segundo a Fifa, preenchiam os critérios para uma possível investigação criminal. Dessas, 786 foram encaminhadas às autoridades policiais para avaliação. A entidade informou ainda que 232 contas divulgaram conteúdos de extrema gravidade e ameaças com potencial de representar risco real à segurança, o que levou à priorização das análises.

Em outra frente, a ferramenta de moderação automática examinou 60,7 milhões de mensagens nos canais oficiais da Fifa e das federações participantes. Desse total, 9,2 milhões, cerca de 15%, foram bloqueadas antes de ficarem visíveis ao público. Esse volume inclui tanto conteúdo nocivo quanto spam e mensagens com indícios de fraude ou comportamento típico de robôs. Segundo a entidade, o avanço da tecnologia ampliou a capacidade de moderação em relação à Copa do Catar, em 2022, quando foram examinadas automaticamente 13,7 milhões de mensagens.

Durante o torneio, o serviço também detectou imagens ofensivas geradas por inteligência artificial que haviam escapado dos mecanismos de moderação das próprias plataformas. De acordo com a Fifa, as empresas removeram o material após serem alertadas. A proteção à arbitragem incluiu ações contra a divulgação maliciosa de dados pessoais, prática conhecida como doxing, usada para incentivar a perseguição aos profissionais.

Ao comentar o relatório, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o serviço está disponível para apoiar as 211 federações filiadas e as confederações no combate aos ataques. Já Pierluigi Collina, dirigente da área de arbitragem da entidade, ressaltou que as ofensas também são vistas por familiares e amigos das vítimas.

— Ninguém deveria sofrer assédio em seu ambiente de trabalho — declarou.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2026/10/09/fifa-identifica-240-mil-mensagens-ofensivas-durante-a-copa-de-2026-e-encaminha-786-contas-a-policia.ghtml

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