O colégio Alfa CEM no Humaitá, que se divulga como uma escola bilíngue e cobra mensalidades na faixa de R$ 3 mil, não possui autorização concedida pelo Conselho Estadual de Educação (CEE-RJ) para usar oficialmente o título.
Em seu site oficial, a rede afirma ter parceria com a Universidade de Cambridge para aplicar exames de proficiência e oferecer sete horas semanais de aulas de inglês. O Conselho, porém, entende que, para ser escola bilíngue, a unidade deve “possuir, obrigatoriamente, componentes curriculares (e/ou) atividades na língua estrangeira adotada, de no mínimo duas horas diárias” – além do ensino de inglês.
Em dezembro de 2025, um pedido feito pela instituição para obter o reconhecimento bilíngue foi encerrado pelo órgão. A decisão veio após o Conselho apontar que exigências previstas não haviam sido atendidas.
Processo para reconhecimento como escola bilíngue foi encerrado após escola não enviar documentos para o órgão regulador
O Conselho analisa se a unidade cumpre os critérios exigidos para ser oficialmente considerada bilíngue, como apresentar projeto pedagógico adequado ao ensino em dois idiomas, regimento atualizado e comprovação formal de que a organização das aulas em língua estrangeira segue os parâmetros definidos pelo órgão.
No caso do Alfa CEM, foram apontados ajustes na proposta pedagógica e na estrutura das aulas em língua estrangeira. Após duas notificações para complementar documentos, não houve envio de novas informações dentro do prazo.
O processo foi, então, arquivado.
O caso não envolve a autorização de funcionamento da escola como unidade regular. A instituição pode operar normalmente. A questão trata apenas do uso do título “bilíngue” na divulgação do programa de ensino e em materiais de propaganda.
Escola afirma que abriu novo pedido e que discussão envolve apenas a nomenclatura usada na divulgação
Em nota, a Rede Alfa CEM afirmou que o processo anterior foi extinto, mas que um novo pedido já foi protocolado e está em análise. Segundo a instituição, o trâmite diz respeito apenas ao uso da palavra “bilíngue” e não afeta as atividades escolares.
Essas iniciativas, porém, não substituem o credenciamento exigido pelo CEE para que uma instituição seja reconhecida oficialmente como escola bilíngue.
A escola também informou que possui alvará e licenças regulares para funcionamento como instituição de ensino – comum.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/escola-humaita-bilingue-sem-autorizacao/
