Engenheiro do New York Times é morto a tiros na Califórnia, e sogros são presos suspeitos do crime

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Engenheiro do New York Times é morto a tiros na Califórnia, e sogros são presos suspeitos do crime — Foto: Reprodução/LinkedIn


O engenheiro Jonathan McKinsey, de 40 anos, executivo do New York Times, foi morto a tiros em Dublin, na Califórnia, nos Estados Unidos. O corpo foi encontrado do lado de fora do Dublin Sports Grounds, segundo a polícia, no último sábado. Minutos depois, os sogros dele, Shouyong Zhang e Shili Chen, ambos de 77 anos, foram presos sob suspeita de envolvimento no assassinato.

Dublin fica a cerca de 56 quilômetros a leste do centro de San Francisco. McKinsey começou a trabalhar no New York Times em 2023, onde atuava como diretor de engenharia do departamento de jogos. Antes disso, passou por empresas de tecnologia como Splunk, Coursera e Oracle, de acordo com informações de seu perfil no LinkedIn.

Testemunha relata sequência de tiros

Assad Razawi, morador de Dublin, disse que estava do lado de fora de um supermercado, próximo ao carro, quando ouviu o que pareciam ser cinco ou seis tiros vindos do complexo esportivo do outro lado da rua. Ao olhar para o local, afirmou ter visto um homem cair no estacionamento e, depois, outro homem e uma mulher caminhando calmamente para longe.

— Vi o cara cair no chão: cabeça ensanguentada e peito ensanguentado — relatou Razawi.

O San Francisco Chronicle foi o primeiro veículo a publicar o relato da testemunha. Aproximadamente no mesmo momento, um sargento da polícia de Dublin passava de carro pelo parque, viu um homem caído no chão e parou para investigar.

Pessoas que estavam no local ligaram para o 911. Testemunhas indicaram aos policiais duas pessoas que estavam nas proximidades: Zhang e Chen, pais de Candice Jang, mulher de Jonathan.

Zhang e Chen foram detidos sem possibilidade de fiança, sob suspeita de homicídio. Eles também são investigados por disparo intencional de arma de fogo com negligência grave, conspiração e exposição de criança a perigo que provavelmente produziria lesões corporais graves ou morte.

Os dois devem comparecer ao tribunal na quarta-feira para responder formalmente às acusações. Os detetives continuam investigando, e a polícia não informou a motivação para o tiroteio.

Casamento era marcado por conflitos

Registros relacionados ao relacionamento entre McKinsey e Candice mostram que os dois tinham um casamento conturbado e viviam separados. No ano passado, ambos apresentaram pedidos de medidas protetivas por violência doméstica um contra o outro no condado de Alameda.

Em um pedido apresentado pela mulher em outubro de 2025, ela afirmou que McKinsey segurou seus antebraços durante uma discussão e a derrubou sobre a quina de uma mesa, causando fraturas nas vértebras da parte superior das costas. Ela também o acusou de abusar emocionalmente de sua mãe.

A mulher e seu advogado não foram localizados.

McKinsey fez acusações contra a própria mulher

Em dezembro de 2025, McKinsey apresentou seu próprio pedido de medida protetiva temporária contra Candice , mencionando anos de violência doméstica. Ele afirmou que a mulher havia recebido recentemente a custódia integral dos filhos.

No documento, acusou Candice de maltratar regularmente as crianças e de não dar banho e alimentá-las adequadamente. Também afirmou que, quando questionava essas situações, ela o ameaçava ou dizia que chamaria a polícia e afirmaria que ele estava machucando os filhos.

Em seu relato, McKinsey escreveu: “Quando protestei contra qualquer uma dessas coisas, ela me ameaçou de me fazer mal ou disse que chamaria a polícia e contaria que eu estava machucando nossos filhos”.

Ele afirmou ainda que Candice certa vez atingiu sua cabeça com uma frigideira e o obrigou a ingerir uma barata. Em outro episódio, segundo ele, ela o atingiu na cabeça com um espelho.

McKinsey disse que o espelho se quebrou quando tentou arrancá-lo das mãos dela, cortando um tendão e um nervo de sua mão. Ele afirmou que precisou de cirurgia e ficou com perda permanente de sensibilidade no polegar.

Acusações envolvendo os filhos

Um relatório do Dublin Police Services registra que, em 17 de outubro, um policial conversou com a mulher de Jonathan . Ela afirmou que o marido havia atingido o filho de 6 anos “no rosto com a mão aberta”.

Policiais foram à residência para falar com McKinsey. No local, encontraram uma criança de 2 anos sozinha em um quarto no andar de cima. Os agentes disseram que McKinsey havia deixado a criança sem supervisão por mais de uma hora enquanto fazia compras.

Depois disso, McKinsey foi acusado no Tribunal Superior do Condado de Alameda de duas acusações de abuso infantil, consideradas contravenções, relacionadas a incidentes separados.

Ele se declarou inocente das duas acusações e foi libertado sob a condição de participar de 12 aulas de parentalidade. Uma audiência preliminar estava marcada para o mês seguinte.

No pedido de medida protetiva, McKinsey afirmou que havia sido incriminado no episódio em que a criança de 2 anos foi encontrada sozinha. Segundo ele, Candice era responsável pelas crianças durante a semana de trabalho e não havia contado que a criança estava dormindo no berço no andar de cima antes de sair.

“Ela fez isso de propósito, para me incriminar”, afirmou McKinsey no documento.

No mesmo pedido, ele acusou a esposa de abusar regularmente dos filhos e afirmou que temia pela segurança deles.

McKinsey era um homem transgênero. No pedido de medida protetiva de dezembro de 2025, ele acusou a mulher e os sogros de insultá-lo por causa de sua identidade de gênero.

Segundo McKinsey, a sogra chamou ele e um de seus filhos de “pervertido” e “monstro” depois que o menino experimentou vestidos.

Ele também acusou o sogro de lhe dar um soco no peito enquanto se recuperava de uma cirurgia de mastectomia dupla em 2010.

Em dezembro de 2025, McKinsey também pediu o divórcio. Na ocasião do crime, ele e a mulher estavam separados.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2026/09/29/executivo-do-new-york-times-e-morto-a-tiros-na-california-e-sogros-sao-presos-suspeitos-do-crime.ghtml

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