O representante da Polícia Federalista (PF) Marcus Henrique de Oliveira Alves, recluso na manhã desta terça-feira na Operação Anomalia II, tem um histórico de polêmicas, algumas delas amplamente noticiadas nas páginas policiais do jornal EXTRA. Desta vez, ele é indiciado de participar de um grupo que usava delegacias para extorquir moeda de traficantes do CV. Mas Oliveira também era titular da 16ª DP, na Barra da Tijuca, durante as polêmicas investigações de um caso de “pombocídio” e do assassínio de um parelha de executivos da Shell.
Mandatário e policiais da Social são meta de operação Anomalia II da PF
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Nesta terça-feira, a PF deflagrou a Operação Anomalia II com o objetivo de desarticular, segundo a corporação, um núcleo criminoso formado por policiais civis do Estado do Rio e operadores financeiros. Agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva contra o representante, três agentes e um traficante que já está recluso e outros três mandados de procura e inquietação na capital, expedidos pelo Supremo Tribunal Federalista (STF). O grupo é investigado por usar uma delegacia para extorquir moeda de integrantes do Comando Vermelho, além de praticar depravação e lavagem de capitais. Nesta segunda-feira, na primeira lanço da Operação Anomalia, três pessoas foram presas, entre elas um representante da PF.
Além das prisões e buscas, a Suprema Incisão deferiu a realização de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o retraimento subitâneo das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do manobra de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos. As apurações revelaram que o esquema era chefiado pelo delegado-titular da delegacia da capital usada uma vez que base pelos investigados e por outro policial social.
Pombo morto a tiros na praia da Barra teve até velório
Em novembro de 2004, de combinação com uma nota solene divulgada pela Secretaria estadual de Segurança Publica na idade, a 16ª DP (Barra da Tijuca) abriu um procedimento para investigar um disparo de arma de queimação.
Página do EXTRA de novembro de 2004
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A vítima? De combinação com o laudo, “uma ave do gênero columba (pombo), sem nome e nem proprietário. Tamanho: 34 centímetros; cor: cinza, preto e branco; sinais particulares: não os possui”.
O delegado-titular à idade, recluso hoje, alegou que o registro de ocorrência, número 10740/0016/2004, foi “confeccionado para apurar o delito de disparo de arma de queimação”, não sendo iniciado para apurar morte do pombo “uma vez que foi noticíado pela impresa”
Foto do pombo ensacado.
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Não teve jeito, o caso ficou reconhecido uma vez que “o pombocídio da Barra da Tijuca” e o representante foi saudado por ativistas da ONG Fala Bicho. Em entrevista ao jornal EXTRA, na edição de 24 de novembro daquele ano, a presidente da SUIPA (Sociedade Uniao Protetora dos Animais) santificou Marcus: “Esse varão é um santo, tudo que cai na mão dele ganha providências”.
Tratada uma vez que indigente, a ave, que foi morta ao ser atingida por um tiro quando descansava em uma fiação na logo Avenida do Pepê — hoje Avenida Lúcio Costa — na fundura do Quebra Mar, “mobilizou o IML”. O diretor do instituto à idade, Roger Ancilotti, disse que a “necrópsia foi feita da mesma maneira que é feita em humanos”.
De combinação com a material do EXTRA, a ave chegou ao IML às 22h de segunda, 22 de novembro, levada em um saco de plástico por um policial social. Uma funcionária, inicialmente, se recusou a receber o defunto do bicho por crer ser uma risota. “Porquê não há necropsia à noite, no entanto, o inspecção só foi feito na manhã de ontem”, completa a reportagem: “Por razão disso, a ave ficou na geladeira do IML, com a identificação presa a uma das patas”.
No dia seguinte, o bicho passou por um inspecção radioscópico para localização. Depois, passou por necropsia feita pelos médicos legistas Luiz Fernando De Oliveira e Fernando Goulart. De combinação com Ancilloti, a razão da morte solene foi”hemorragia em decorrência de ação pérfuro-contundente”.
“A pedido da polícia, ave morta na Praia da Barra é necropsiada e laudo atesta: ela foi morta a tiro”, disse a manchete do EXTRA na ocasião. A material contou que “o bicho ganhou até velório”: “Papa-defuntos não resistiram à risota e ligaram para o setor de liberação de corpos identificando-se uma vez que parentes do morto”.
Protagonista de polêmica no Caso Staheli — o assassínio de parelha de executivos da petrolífera Shell
Um ano antes, em dezembro de 2003, um caso de assassínio chocou o Rio de Janeiro: Zera Todd Staheli e sua mulher Michelle, um parelha de executivos da Shell, foram mortos em lar: mutilados, foram encontrados em sua leito no condomínio Porto dos Cabritos, também na Barra da Tijuca.
Página do jornal EXTRA de 13 de dezembro de 2003
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Porém, uma vez que noticiou o jornal EXTRA na edição de 11 de dezembro daquele ano, “a mesma polícia que está batendo cabeça para conseguir desvendar o homicida do executivo da Shell Zera Todd Staheli e de sua mulher, Michelle, cometeu um delito, horas depois do ataque ao parelha”.
Página do jornal EXTRA de 11 de dezembro de 2003
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Foi no início da investigação, quando policiais da 16ª ainda colhiam depoimentos: uma das testemunhas, motorista do parelha, assustado com o assédio da prelo, saiu mascarado da delegacia.
Ele vestia uma camisa da Polícia Social e portava, num coldre na cintura, uma revólver calibre 40 — de uso individual da polícia. Porquê diz a reportagem: “No entanto, o motorista entrou na delegacia vestido com uma calça azul-marinha e uma camisa social clara, de manga comprida”.
Perguntado na ocasião sobre a imagem do motorista armado, Marcus Henrique disse: “Não vou comentar zero sobre esta foto”.
De combinação com o jurisperito Paulo Ramalho, entrevistado pelo jornal na idade, os policiais que emprestaram a camisa e a arma solene da instituição poderiam ser responsabilizados por delito de prevaricação e, se tiverem colaborado com o motorista, porte ilícito de arma e falsa identidade.
No final, o rendeiro de uma residência vizinha acabou sendo recluso. Um ano depois, em 2004, ele chegou a invadir a lar da consulesa grega, que estava acordada e acionou a polícia. Jossiel Conceição dos Santos foi recluso em 2004, mas passou para prisão domiciliar em 2018. Em 2019, a decisão foi revista pelo Tribunal de Justiça do Rio e um novo mandado de prisão foi expedido.
Jossiel foi considerado fugido, sendo recluso, novamente, em dezembro de 2023, quase exatos 20 anos depois do assassínio do parelha Staheli.
Os herdeiros, no entanto, não acreditam na versão da polícia do Rio de Janeiro. Eles acreditam que o delito foi político.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/casos-de-policia/noticia/2026/03/delegado-preso-no-rio-por-extorquir-traficantes-tem-historico-de-polemicas-incluindo-investigacao-de-pombocidio.ghtml
Mandatário recluso no Rio por extorquir traficantes tem histórico de polêmicas, incluindo investigação de 'pombocídio'

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