CREA-RJ faz segunda edição de megaevento para resgatar protagonismo das engenharias: encontro estadual deve superar a marca de 5 mil participantes em 19 de março

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A engenharia não é apenas sobre concreto e cálculos; é a espinha dorsal de dois terços do PIB brasileiro. Com esse foco na valorização e no resgate do protagonismo técnico, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, anuncia a segunda edição do CREA AQUI para 19 de março no Armazém 3 do Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio. O evento, que já entrou para o calendário fluminense e se consolidou como o maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do estado, pretende superar a marca de 5 mil participantes este ano.

“O que motivou a criação do CREA AQUI foi a necessidade de gerar um evento que tivesse o foco em promover as grandes ações do setor das engenharias, da agronomia e das geociências do Estado do Rio de Janeiro. Esse é um setor que vem sofrendo muito nos últimos anos com ataques na opinião pública e é um setor fundamental, representa dois terços do PIB do país. É o setor principal da economia, que gera avanços sociais, que defende o meio ambiente. Então, sem engenharia, sem uma agronomia qualificada e devidamente regulamentada, é impossível a gente ter um avanço econômico, social e ambiental”, defende Fernández, que idealizou o CREA AQUI como um encontro focado na divulgação de uma agenda positiva das engenharias.

“Muitas vezes o CREA é chamado quando há um acidente, quando tem algum tipo de problema, e se pergunta: “Onde está? Cadê o setor? Onde está a engenharia? Cadê o CREA?’. E a gente aparece muito nesses momentos, mas é preciso aparecer também nos nossos momentos de vitória, de soluções positivas”, afirma o presidente do CREA.

Prestes a completar 92 anos de fundação, em junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) projeta seu olhar para o futuro e reforça seu papel como agente de transformação das profissões que constroem o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Esse movimento ganha forma na segunda edição do CREA AQUI, um encontro criado para antecipar tendências, estimular conexões e gerar impacto nas engenharias, na agronomia e nas geociências.

​Por que você não pode ficar de fora?

No dia 19 de março de 2026, o Pier Mauá – Armazém 3, será palco de uma experiência que reúne Engenharia, Agronomia e Geociências em diálogo com inovação, sustentabilidade e transformação digital. Profissionais, estudantes, empresas e instituições se encontram em um ambiente criado para troca de conhecimento, colaboração e construção de soluções.

O CREA AQUI 2026 se consolida como uma plataforma de ideias, parcerias e futuros possíveis. Um espaço onde tecnologia, propósito e visão estratégica caminham juntos para fortalecer as profissões e ampliar seu impacto na sociedade. Um dos sinais está no VLT, o Veículo Leve sobre Trilhos, que está circulando pelo Centro do Rio envelopado com a propaganda do CREA AQUI.

O maior encontro estadual das engenharias, agronomia e geociências, o CREA AQUI se tornou uma enorme conexão de profissionais, empresários e autoridades do estado e do município, que compartilham ideias e projetos com soluções para os principais problemas do Estado. O mega evento, que recebeu cerca de 4 mil pessoas em junho do ano passado, funcionou como uma espécie de SOEA de um dia. SOEA é a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia, que acontece há oito décadas, cada ano numa capital brasileira. E a fórmula promete se repetir no Pier Mauá.

Público lota a plateia do CREA AQUI, no ano passado — Foto: Divulgação/CREA-RJ

Rio, capital da engenharia

O clima de SOEA será confirmado também porque esta edição do CREA AQUI deverá ter também a maior concentração de presidentes de Conselhos de Engenharia. Os presidentes de 26 CREAs estarão participando da segunda reunião do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/CREA, que será realizada no Pier Mauá. A reunião foi marcada no Rio para que os presidentes de CREA possam participar do CREA AQUI, a convite do anfitrião, Miguel Fernández. Por um dia, o Rio vai virar capital da engenharia.

Com a principal finalidade de valorizar os profissionais, o evento terá debates sobre o impacto das engenharias no desenvolvimento do estado do Rio, além de palestras técnicas, debates, painéis e podcasts com cases da engenharia, networking estratégico, acesso a inovações e protótipos em primeira mão, lançamento de livros técnicos, premiação de personalidades e instituições, feiras orgânica e tecnológica com estandes de exposição de instituições e empresas de engenharia, além de apresentações de músicos como o cantor Léo Jaime. Entre os estandes, já está confirmada a participação da Odebrecht Engenharia e Construção, a primeira do ranking do setor; e de concessionárias como Cedae, Light, Águas do Rio e Naturgy; e da Mútua, a Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA.

Pela segunda vez no evento, o diretor-presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, explica a importância de a companhia estar presente.

“A Cedae tem muito orgulho em participar do CREA AQUI, um evento que valoriza os profissionais que são maioria na companhia. Falar sobre inovação e tecnologia é fundamental para a Cedae, que tem um plano de investimento de R$ 2,2 bilhões em obras de engenharia”, afirmou Ballon.

Entre os palestrantes que já confirmaram presença estão o engenheiro e cientista Silvio Meira. Ele é engenheiro eletrônico, cientista-chefe e fundador da TDS Company, além de fundador e presidente do conselho do Porto Digital e research fellow da Asia School of Business, Kuala Lumpur, na Malásia. Meira vai falar sobre empreendedorismo profissional na área tecnológica.

A grande conferência será dada por outra celebridade da engenharia, Carlos Henrique Siqueira, que participou da obra da Ponte Rio-Niterói e é referência mundial em manutenção de grandes estruturas. O evento terá três grandes espaços especiais de Energia, Gás e Naval; de entidades de classe e instituições de ensino; e o Espaço Progredir, o programa do CREA-RJ para capacitação profissional.

Evento tem apoio do Clube de Engenharia e da Escola Politécnica da UFRJ

O CREA AQUI conta com o apoio de diversas empresas e entidades de defesa do setor, como a Escola de Politécnica da UFRJ, a instituição de engenharia mais antiga do Brasil e das Américas, fundada em 1792, e o Clube de Engenharia do Brasil, que foi fundado em 1880.

O presidente do Clube de Engenharia, o professor Francis Bogossian, ressalta que a entidade se irmana à iniciativa do CREA-RJ, “pois está dentro de nossa linha de lutar como unidade pela nação brasileira, visando a defesa da soberania nacional para a qual a engenharia brasileira tem um papel preponderante”.

“Não há desenvolvimento sem engenharia e não há engenharia sem o desenvolvimento da nação; e nenhuma nação pode prescindir de seu próprio desenvolvimento”, afirma Bogossian.

O diretor da Escola Politécnica da UFRJ, o professor e engenheiro eletrônico, Sérgio Lima Netto – recém-empossado – aplaude a iniciativa do CREA-RJ em realizar o CREA AQUI. Ele lembra que estará presente e pretende encontrar lá estudantes e profissionais de Engenharia, Agronomia e Geociências.

“O evento CREA AQUI, em sua segunda edição, se firma como um dos principais fóruns de Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro.
Temas como desenvolvimento do estado e do país, empreendedorismo, inovação, dentre outros, são apresentados em formatos variados, tais como podcasts, estandes, mesa redonda e muito mais. Não ficam para trás itens tão importantes como capacitação profissional, premiações de reconhecimento e, acima de tudo, a oportunidade de nos relacionarmos com nossos pares”, destaca Lima Netto.

Paineis abordam desenvolvimento e importância da agronomia

O evento prevê a realização de dois grandes painéis. O primeiro vai tratar do desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Vão participar o presidente do Conselho Federação de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinicius Marchese; o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; o presidente da Abdan (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares), Celso Cunha; e a diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn.

O presidente da Abdan, Celso Cunha, ressalta a importância do evento para fortalecer a qualificação profissional e a responsabilidade técnica dos engenheiros:

“O mundo vive uma nova expansão da energia nuclear, impulsionada pela necessidade de energia firme, limpa e em grande escala. Mas há um desafio que se impõe globalmente: a escassez de mão de obra qualificada. Não basta investir em tecnologia e infraestrutura — é preciso formar engenheiros, técnicos e especialistas preparados para atuar com excelência e segurança. Nesse cenário, o papel do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro é fundamental. Ao fortalecer a qualificação profissional e a responsabilidade técnica, iniciativas como o CREA Aqui se tornam estratégicas para garantir que o Brasil esteja preparado para sustentar, com competência e qualidade, a expansão do seu programa nuclear”, afirma Cunha.

O segundo painel vai empoderar a agronomia, como poucas vezes se viu no CREA-RJ. Com moderação do engenheiro agrônomo Felipe Brasil, secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA), o painel é intitulado “Agronomia em sabores – ciência que se degusta”.

Os painelistas serão Alexandre Hargreaves, do Ateliê do Queijo, em Casimiro de Abreu; Fabricio Le Draper Vieira, do Capril do Lago, em Valença, onde é produzido o queijo de cabra mais premiado do Brasil; Marcelo Maturano, da Vinícola Maturano; e Maurício Arouca, da Vinícola Arouca. Eles vão falar de um projeto que está ganhando fôlego no estado que é o novo roteiro de vinícolas do Estado do Rio de Janeiro, lançado oficialmente no ano passado pela Associação dos Vitivinicultores da Serra Fluminense (AVIVA) e pela prefeitura de Areal, considerada a capital da uva.

“O painel da Agronomia vai apresentar produtores agrícolas familiares com as melhores práticas de agronomia, meio ambiente e turismo”, observa o secretário de Agricultura, Felipe Brasil, entusiasta do CREA AQUI desde a primeira edição, em 2025:

“O CREA AQUI veio para ficar, pois é um evento que tem como principal função reunir ideias, fazer conexões com essas ideias e gerar grandes projetos para o futuro”, diz Brasil.

O engenheiro e empresário Maurício Arouca, dono da Vinícola Arouca, em Areal (considerada a capital da uva), vai falar sobre a mudança de chave que acontece na agronomia e trabalha para colocar o Rio de Janeiro no mapa mundial dos vinhos.

“O vinho, no fim das contas, é isso: ciência que a gente degusta. Tem solo, clima, manejo, irrigação, fitossanidade, processos, controle de qualidade, rastreabilidade e inovação — nada disso acontece “no improviso”. O evento do CREA tem uma mensagem que eu considero fundamental: a engenharia e a agronomia precisam aparecer não só quando dá problema, mas quando entregam soluções, quando geram desenvolvimento e melhoram a vida das pessoas. E o que a gente vem fazendo em Areal é exatamente isso: criar um projeto que conecta agricultura de alto valor, indústria, turismo, serviços, empregos e identidade regional”, diz Arouca, responsável pelo projeto do Vinnus Park, um parque temático dedicado ao vinho, confiante de que “o CREA AQUI ajuda a construir conexões, visão de longo prazo e uma agenda positiva baseada em competência”.

Outro painelista será Marcelo Maturano, que é dono da Vinícola Maturano, que tem foco no enoturismo de luxo e o uso de tecnologia avançada na produção de vinhos. Ele está animado com o CREA AQUI.

“Vamos falar sobre a inovação tecnológica de agricultura no cultivo de vinhedos na Região Serrana do Rio e em Teresópolis, que acontece a 950 metros de altitude. Ali empregamos a técnica da dupla poda. A Vinícola Maturano é projetada para a produção de 320 mil garrafas e contempla a construção de um hotel e de um condomínio próximo”, contou Maturano.

O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ), o engenheiro agrônomo Leonardo da Costa Lopes, é outro profissional que está muito motivado com o evento.

“O Painel Agronomia em sabores será uma amostra da agricultura no Estado do Rio de Janeiro. Embora seja relativamente pouco, o PIB da cadeia produtiva do agronegócio movimentou no estado mais de R$ 30 bilhões em 2020, segundo a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio (FAERJ). O agro fluminense caracteriza-se por uma grande diversidade produtiva e de altíssima qualidade que ganha força ao ser integrado ao turismo de experiência, que une gastronomia, cultura e produção local”, diz Lopes, lembrando que “o CREA AQUI vai mostrar o quanto a Agronomia está presente e pode contribuir para o desenvolvimento do estado”.

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Com informações da fonte
https://temporealrj.com/crea-rj-protagonismo-engenharias-encontro/

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