CPI do Violação Organizado ouve fundador da Reag citado no caso Master; STF garante recta ao silêncio

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João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, é um dos alvos de nova fase da operação sobre fraudes do Banco Master — Foto: Anna Carolina Negri / Valor


A CPI do Violação Organizado do Senado ouve nesta quarta-feira o empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos e um dos nomes citados nas investigações que apuram suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Convocado pela percentagem, o executivo recorreu ao Supremo Tribunal Federalista (STF) para tentar evitar o prova, mas obteve somente uma decisão parcial: terá que comparecer à sessão, embora esteja autorizado a permanecer em silêncio em perguntas que possam levá-lo à autoincriminação.

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A decisão foi concedida pelo ministro André Mendonça, que manteve a convocação feita pela CPI, mas assegurou ao empresário as garantias constitucionais reconhecidas pelo Supremo em casos semelhantes. Na prática, Mansur poderá optar por não responder a questionamentos específicos, o que pode limitar o alcance do prova.

Fundador da Reag em 2012, Mansur construiu curso no mercado financeiro e acumulou cargos em conselhos de grandes empresas. A gestora ganhou projeção nos últimos anos ao se tornar uma das maiores administradoras independentes de fundos do país. O empresário, no entanto, passou a comparecer no radar das investigações posteriormente operações financeiras consideradas atípicas identificadas por órgãos de controle.

As suspeitas surgiram a partir de uma sequência de transações relâmpago envolvendo fundos administrados pela Reag, que teriam sido viabilizadas por um empréstimo de murado de R$ 459 milhões outorgado pelo Banco Master. Uma dessas operações chamou a atenção de investigadores por apresentar rentabilidade superior a 10 milhões por cento, segundo apurações encaminhadas pelo Banco Mediano às autoridades.

Mansur também foi níveo de procura e mortificação na segunda tempo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federalista para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. A operação atingiu ainda familiares de Vorcaro e empresários ligados ao grupo.

Além da atuação no mercado financeiro, Mansur construiu influência em outros setores. Ele já ocupou cargos em conselhos de empresas de infraestrutura, força e tecnologia e se tornou uma figura conhecida nos bastidores do futebol, atuando uma vez que mentor do Palmeiras e articulador de investimentos em projetos esportivos.

Também estava previsto para a sessão desta quarta-feira o prova do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, convidado pela CPI para prestar esclarecimentos, mas ele não participará da reunião. A privação foi comunicada previamente à percentagem.

Requerimentos miram Master

Antes das oitivas, os integrantes da CPI devem votar uma série de requerimentos para aprofundar as investigações. Entre eles está o pedido do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para que o ministro do STF André Mendonça envie à percentagem informações e provas já reunidas nas investigações relacionadas ao Banco Master.

A taxa também inclui solicitações ao Banco Mediano sobre processos disciplinares que resultaram no retiro de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização da autonomia, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Os senadores também analisam pedidos para convocar os dois a prestar prova.

Outro conjunto de requerimentos procura ampliar o rastreamento de movimentações financeiras suspeitas. Os parlamentares pedem ao Coaf relatórios de lucidez financeira e a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de pessoas e empresas citadas nas investigações, entre elas Fabiano Campos Zettel, Francisco Emerson Maximiano, Danilo Berndt Trento, João Inácio Ribeiro Roma Neto, Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, além das empresas King Participações Imobiliárias, King Motors e Varajo Consultoria Empresarial.

Há ainda pedidos de informações à Sucursal Pátrio de Aviação Social (ANAC) e à empresa Prime You sobre passageiros de um jato Embraer Legacy 650 de prefixo PP-NLR, ligado à empresa Prime Aviation, utilizado desde janeiro de 2025.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/11/cpi-do-crime-organizado-ouve-fundador-da-reag-citado-no-caso-master-stf-garante-direito-ao-silencio.ghtml

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