A CPI do Crime Organizado, do Senado, aprovou nesta quarta-feira a convocação de dois irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A comissão também aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações .
Neste mês, Toffoli admitiu em nota que é sócio da Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli disse que declarou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e afirmou que nunca “recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.
A CPI também aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
No bloco de depoimentos aprovados, também está uma série de convocações ligadas ao Banco Master, incluindo o ex-controlador Daniel Vorcaro, o ex-sócio Ferreira Lima e três ex-executivos da instituição.
A CPI aprovou convites para que autoridades de diferentes poderes compareçam ao colegiado, dentre eles os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Também aprovou convite para ouvir a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
Como se trata de convites e não de convocações, para eles não há obrigatoriedade de presença.
Durante a votação, a CPI também retirou de pauta convocações de governadores, transformando esses pedidos em convites. Alguns desses gestores — como os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; São Paulo, Tarcísio de Freitas; e Distrito Federal, Ibaneis Rocha — já haviam sido convidados anteriormente e com isso alguns itens foram retirados de pauta.
A ênfase no bloco de convocações relacionado ao Banco Master acompanha a linha adotada pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e pelo presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES). Para eles, entender a movimentação financeira da instituição e de empresas associadas é fundamental para mapear o funcionamento econômico das facções e os mecanismos utilizados para ocultação de recursos ilícitos.
- Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Master
- Daniel Vorcaro, dono do Master
- Alberto Félix de Oliveira Neto, ex-executivo do Master
- Luiz Antônio Bull, ex-executivo do Master
- Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, ex-executivo
- José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro Toffoli
- José Carlos Dias Toffoli, irmão do ministro Toffoli
- Paulo Humberto Barbosa, empresário que comprou o resort Tayayá
- Mario Umberto Degani, primo do ministro Toffoli
- Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro
- Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
- Raphael Montenegro
- Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central
- João Carlos Falbo Mansur, ex-dono da Real
- Roberto Augusto Leme da Silva,
- Mohamad Hussein Mourad
- Paulo Guedes, ex-minstro
- Edison Britto Garcia
- Danilo Trento
- João Roma, ex-ministro
- Ronaldo Bento, ex-ministro
- Francisco Emerson Maximiano
- Alexandre de Moraes
- Dias Toffoli
- Viviane Barci de Moraes
- Gabriel Galípolo
- Rui Costa
- Guido Mantega
- Delegado Uirá Ferreira do Nascimento
- Tenente-Coronel Marcelo Corbage
- General Tomás Miguel Ribeiro Paiva
- Danilo Lovisaro do Nascimento
- Carlos Rocha Sanches
- Especialistas e autoridades internacionais (GAECO, PF, OAB-DF, especialistas em terrorismo e criptoativos)
- Banco Master S.A.
- CBSF Distribuidora / Reag Trust
- Maridt Participações S.A.
- Reag Trust (2020–2026)
- Reag Trust (2022–2026)
- BK Instituição de Pagamento
- Fictor Invest Ltda
- Tirreno Participações Ltda
- João Carlos Falbo Mansur (pessoa física)

