No Mato Grosso do Sul, o terror dos cones e das vagas apertadas foi oficialmente aposentado em 2026. A baliza, aquela manobra que já transformou candidatos em personagens de comédia involuntária, não faz mais parte do exame prático da CNH. Agora, basta rodar pelas ruas com o examinador ao lado e torcer para não acumular pontos como se fosse videogame.
A onda de “liberdade sem baliza” não parou no Mato Grosso do Sul. Amazonas, Espírito Santo e Santa Catarina também já anunciaram a retirada da manobra dos exames práticos, aproveitando a autonomia dada pelo Contran até a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. Enquanto isso, estados como São Paulo e Rio de Janeiro mantêm a baliza firme e forte, transformando o cenário brasileiro em um verdadeiro mosaico de regras.
Debate público e político
Críticos acusam a medida de ser populista, facilitando aprovações sem garantir preparo. Defensores afirmam que o percurso em via pública é mais realista e avalia melhor a condução cotidiana. O Contran promete padronizar os exames em breve, mas até lá cada estado segue com autonomia — e candidatos seguem confusos.
O que diz a população
– Candidatos: comemoram como se fosse vitória de campeonato. Para muitos, a baliza era o “chefão final” da CNH.
– Instrutores: divididos. Uns defendem que a mudança reduz o estresse; outros alertam que estacionar é habilidade essencial e não pode virar opcional.
– Especialistas em trânsito: criticam a medida, dizendo que pode gerar motoristas inseguros em cidades onde estacionar é quase esporte radical.
– Redes sociais: memes e ironias se multiplicam. “CNH sem baliza é tipo diploma sem TCC”, dizem os mais ácidos.
– Associações de trânsito: pedem cautela e defendem que a prova reflita a realidade das ruas, onde estacionar é inevitável.
Em resumo
Vale lembrar que estacionar continua sendo parte da vida real. Se a baliza desaparece do exame, a consequência é quase óbvia: teremos uma geração de motoristas que sabem conduzir em linha reta, mas entram em pânico diante de uma vaga apertada.
O risco é transformar o trânsito urbano em um espetáculo tragicômico, com carros atravessados, retrovisores riscados e buzinas em sinfonia caótica. Afinal, se estacionar deixou de ser habilidade testada, como é que vai ficar quando o motorista precisar parar na frente da padaria ou encaixar o carro no shopping lotado?

