Um caso ocorrido no último dia 27 de dezembro no bairro Jardim Interlagos, em Maricá, voltou a chamar atenção para a ausência de uma estrutura pública adequada para o resgate e atendimento de animais silvestres no município.
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Segundo relato de moradores, uma capivara foi encontrada ferida, com indícios apontados por avaliação veterinária de que o animal teria sido atingido por disparo de arma de fogo. Diante da situação, moradores acionaram o Grupamento Ambiental da Prefeitura de Maricá e o Corpo de Bombeiros.
No entanto, conforme os relatos, os dois órgãos informaram que não possuíam equipamentos, estrutura nem local apropriado para realizar o resgate e o encaminhamento do animal para atendimento veterinário especializado.
Diante da impossibilidade de atendimento oficial, moradores buscaram ajuda por conta própria e acionaram os veterinários Francielle Lemos e Jardel Rezende, que se deslocaram de suas residências até o local de forma voluntária, com o objetivo de prestar os primeiros cuidados e amenizar o sofrimento do animal.
O episódio gerou mobilização nas redes sociais e motivou um pedido público de sensibilização à Prefeitura de Maricá, à Secretaria de Meio Ambiente e ao prefeito Washington Quaquá para a criação de um órgão municipal com estrutura permanente e atendimento 24 horas voltado ao resgate, acolhimento e tratamento de animais silvestres.
Os moradores ressaltam que Maricá é cercada por áreas de Mata Atlântica, lagoas, restingas e áreas de preservação ambiental, o que torna frequente o contato entre a população urbana e a fauna silvestre, incluindo espécies como capivaras, jacarés, aves, serpentes e outros animais.
Além do caso registrado em Jardim Interlagos, outros episódios envolvendo agressões a capivaras já foram registrados no distrito de Itaipuaçu, também em Maricá. Em algumas situações, moradores relataram ter encontrado animais feridos, inclusive com sinais de violência, o que amplia a preocupação de que se trata de um problema recorrente e não de um caso isolado.
“A fauna faz parte do nosso território e do nosso cotidiano. Precisamos de políticas públicas estruturadas tanto para proteger esses animais quanto para garantir a segurança das pessoas”, reforça o apelo feito por moradores no vídeo que circula nas redes sociais.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Maricá ou da Secretaria de Meio Ambiente sobre o caso específico nem sobre a possibilidade de criação de uma estrutura permanente para atendimento a animais silvestres.
O Maricá Info segue acompanhando o tema e permanece aberto para manifestações dos órgãos citados.

