Os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho não deixam margem para otimismo: foram 26,6 milhões de contratações contra 25,3 milhões de demissões, resultando em um saldo pífio de 1,279 milhão de vagas. Para quem achava que o Brasil estava “decolando”, a realidade é dura: pior resultado desde 2020, quando a pandemia fechou 189 mil postos de trabalho.
Em dezembro, o tombo foi ainda mais escandaloso: saldo negativo de 618 mil vagas, o pior fechamento de ano desde 2020. O governo tenta justificar com “fatores sazonais”, mas a verdade é que o mercado já vinha dando sinais claros de desaquecimento.
Juros altos, economia baixa
O ministro Luiz Marinho culpou a taxa Selic a 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas. É como se o governo tivesse colocado um freio de mão na economia: crédito caro, produção sufocada e empresários sem fôlego para investir. O resultado? Menos empregos, menos crescimento e mais frustração.
O discurso otimista que não cola
Sim, todos os setores tiveram saldo positivo em 2025: serviços (758 mil), comércio (247 mil), indústria (144 mil), construção (87 mil) e agropecuária (41 mil). Todas as 27 unidades da federação também registraram números positivos, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Mas o “positivo” aqui é relativo: quando se compara com 2024, o país perdeu fôlego e entregou menos empregos em praticamente todos os setores.
O fundo do poço disfarçado de crescimento
O governo Lula insiste em vender a narrativa de que “há expansão do emprego formal”. Mas os dados mostram outra coisa: queda brusca na geração de vagas, pior resultado em cinco anos e um mercado de trabalho que não acompanha o discurso oficial. A cada justificativa, a sensação é de que o Planalto tenta maquiar números que gritam por si só.
Conclusão: o Brasil emperrado
Enquanto o governo culpa o Banco Central e os juros, a economia real mostra que o país está emperrado. O saldo positivo de 2025 é apenas uma sombra do que poderia ser. O Brasil não está criando empregos suficientes para sustentar crescimento, e o resultado é claro: um mercado de trabalho que caminha para o fundo do poço, empurrado pela política econômica do governo Lula.

