Bruno Bonetti: ‘A expectativa é que a gente consiga formar uma grande coalizão com os partidos de centro para derrotar esse modelo falido que o PT implementou no Estado brasileiro’

Tempo de leitura: 10 min


Em meio a um cenário político marcado por forte polarização, disputas institucionais e antecipação do debate eleitoral, a direita brasileira já se movimenta de forma organizada de olho nas eleições presidenciais de 2026. No centro desse processo estão as discussões sobre liderança, sucessão política e a consolidação de um projeto nacional capaz de enfrentar o atual governo. Para o senador Bruno Bonetti (PL-RJ), esse caminho já está bem definido.

Em entrevista à Coisas da Política, o parlamentar traça uma leitura direta do momento político do país, avalia o futuro do campo conservador e aponta o senador Flávio Bolsonaro como o nome natural da direita para a próxima disputa presidencial, diante da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Confira a seguir!

Coisas da Política – O senhor avalia que a direita já tem um nome consolidado para a disputa presidencial de 2026 ou ainda há espaço para construção de uma candidatura de consenso dentro do campo conservador?

Bruno Bonetti: A direita já tem um nome consolidado, sim, para a disputa presidencial, e esse nome é o do senador Flávio Bolsonaro. A lógica é muito simples: o dono do voto na direita brasileira, e eu diria que o descobridor da direita brasileira, é o presidente Jair Messias Bolsonaro, e ele tem toda a legitimidade para indicar o seu candidato. Flávio é um senador de muita qualidade, um bolsonarista com maior capacidade de diálogo, mais ponderado, que tem uma grande articulação política junto aos partidos do centro. E quando Bolsonaro entra no PL, o combinado foi que as escolhas políticas seriam do presidente Bolsonaro. Então Flávio Bolsonaro é sim um candidato viável. As últimas pesquisas demonstram um crescimento sólido nas suas intenções de voto, e ele vai contar com entusiasmo, não apenas da direita brasileira, como do Partido Liberal em sua totalidade.

CP – Então, diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, o senhor avalia que o senador Flávio Bolsonaro reúne as condições políticas para liderar esse projeto nacional?

Bruno Bonetti – É claro que o nome do presidente Bolsonaro seria o nome ideal para enfrentar Lula. Seria maravilhoso que nós pudéssemos comparar, junto ao eleitor brasileiro, o governo dele com o atual governo. Bolsonaro fez a economia do Brasil voar. O país saiu da pandemia com muito mais força econômica do que vários países da Europa, do que os Estados Unidos. E com muito mais pessoas vacinadas. Chega a ser engraçado quando qualificam o presidente Bolsonaro, que mais comprou vacinas no mundo, como negacionista. Essa é uma das inúmeras injustiças que o presidente sofreu. Mas, tendo em vista a atual conjuntura jurídica do Brasil, eu tenho absoluta convicção de que Flávio tem todas as condições de liderar o projeto nacional e ser o grande nome da direita para derrotar o atual mandatário.

CP – Avaliando vários cenários, que ainda serão mais bem trabalhados em pesquisas, o senhor enxerga outros nomes de peso para fazer frente à esquerda?

Bruno Bonetti – A direita brasileira tem excelentes nomes, quadros altamente qualificados. O nosso campo político teve a capacidade de produzir grandes lideranças, ao contrário da esquerda, que só tem em Lula o seu líder. A gente pode destacar o governador Ronaldo Caiado, que faz um governo com ampla aprovação popular em Goiás, um governo focado na segurança pública. Também temos o governador Ratinho Júnior, uma grande liderança do sul do país, extremamente preparado e que também seria um nome competitivo para disputar a Presidência da República, entre vários outros. A direita conseguiu o que a esquerda não conseguiu: formar líderes para o futuro. No presente, o grande líder é Bolsonaro e seu sucessor Flávio.

CP – Saindo do campo das eleições e falando sobre o país, o Congresso vem discutindo algumas propostas de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Qual é a sua posição sobre o tema e até que ponto o senhor acredita que o debate pode avançar ainda neste mandato?

Bruno Bonetti – Eu apoio a anistia e esse deve ser o grande objetivo. Eu não acredito que houve uma tentativa de golpe. O presidente Bolsonaro estava nos Estados Unidos. Não havia armas, nem tanques. Era um grupo de manifestantes que de fato se excedeu, mas é importante que lembremos que a esquerda promoveu atos muito mais danosos ao patrimônio público e não se tem notícia de ninguém que tenha sido preso. Infelizmente, pela conjuntura política, não há condição de se aprovar uma anistia, que é o nosso desejo. Então, a dosimetria foi aprovada nas duas casas, inclusive com o meu voto, e foi vetada pelo presidente Lula. Eu tenho a absoluta convicção de que o Congresso vai derrubar o veto do presidente ao projeto da dosimetria e vamos aprová-lo novamente. Isso é apenas um primeiro passo para que a gente possa produzir justiça aos patriotas que têm sofrido tantos excessos.

CP – Quais são as principais prioridades e expectativas da direita brasileira para os próximos anos, tanto no campo institucional quanto na mobilização da sociedade?

Bruno Bonetti – As prioridades devem ser a anistia ou, pelo menos, a atenuação das penas dos patriotas do 8 de janeiro. E a expectativa é que a gente consiga formar uma grande coalizão com os partidos de centro para derrotar esse modelo falido que o PT implementou no Estado brasileiro. O PT é um partido que não tem responsabilidade fiscal, gasta mais do que arrecada, um partido que suga as tetas do Estado brasileiro e é muito triste quando verificamos que no governo Bolsonaro o Brasil ia de vento em popa, as estatais davam lucro e não havia sequer um caso de corrupção contra o governo. Nós temos absoluta convicção de que, em outubro, o povo brasileiro saberá reconhecer os contrastes entre esses governos e escolher o candidato Flávio Bolsonaro como o novo presidente, para que a gente possa, mais uma vez, colocar o Brasil no trilho do progresso e da justiça.

CP – Sobre a questão da segurança pública, onde o senhor acha que está o problema? O endurecimento da legislação penal seria uma boa medida?

Bruno Bonetti – É evidente que a desigualdade no Brasil é um dos fatores primordiais para o aumento da violência e dos problemas de segurança pública. Mas isso se combate com um país mais rico e próspero, que oferte melhores oportunidades a todos. Isso não vem acontecendo no atual governo. Não há dúvidas de que o endurecimento da legislação penal seja necessário. A polícia enxuga gelo 24 horas por dia no Rio de Janeiro, para ficar aqui com o exemplo do nosso Estado. O policial prende, o juiz de custódia solta e esse delinquente comete crimes repetidamente. Eu defendo, inclusive, o aumento de pena para quem comete crimes graves como homicídios, sequestros, tráfico de drogas. E eu entendo que um homem com fuzil deve sim ser abatido pelas forças de segurança pública do Estado.

CP – E sobre o Rio, quais são os planos do PL para as eleições no estado?

Bruno Bonetti – O bolsonarismo é grande no Brasil todo, mas no Rio é ainda maior. No estado, temos o governador, os três senadores, elegemos 11 deputados federais e temos 18 deputados estaduais. Os planos são disputar a eleição e vencer, unindo a direita em torno do projeto capitaneado pelo PL. Quanto ao nome, isso vai ser discutido lá na frente. Apenas após o Carnaval, os três grandes líderes do partido no Rio — o senador Flávio Bolsonaro, o governador Cláudio Castro e o presidente estadual Altineu Cortes — vão se sentar e, baseado nos resultados das pesquisas, escolher o melhor nome entre tantos que o PL tem em seus quadros.

CP – O partido considera uma aliança com o atual prefeito e pré-candidato Eduardo Paes, caso ele se mantenha à frente nas pesquisas?

Bruno Bonetti – O prefeito Eduardo Paes fez uma escolha ideológica e já se qualificou como soldado do Lula. Eu tenho por ele apreço e respeito, mas PL é Bolsonaro e Eduardo Paes é Lula. São água e óleo, não se misturam.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/entrevistas/02/02/2026/bruno-bonetti-a-expectativa-e-que-a-gente-consiga-formar-uma-grande-coalizao-com-os-partidos-de-centro-para-derrotar-esse-modelo-falido-que-o-pt-implementou-no-estado-brasileiro

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *