Brasil bate recorde com mais de 715 mil jovens aprendizes no mercado de trabalho

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O número de jovens aprendizes no mercado de trabalho brasileiro alcançou um novo recorde histórico ao atingir 715.277 em novembro do ano passado, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em relação às novas contratações, o saldo entre janeiro e novembro de 2025 foi de 118.244, o maior já registrado para o período.
No mesmo período do ano passado, a Indústria liderou as contratações de aprendizes, com saldo de 42.429 vagas. Em seguida, aparecem os setores de Serviços (39.897), Comércio (24.678), Construção Civil (10.019) e Agropecuária (1.220). Esse saldo corresponde à diferença entre contratos firmados e encerrados.
Criada para facilitar a inserção de jovens no mercado de trabalho, a Lei da Aprendizagem atende pessoas de 14 a 24 anos por meio de um contrato especial que alia prática profissional e formação técnico-profissional.
Para o diretor do Departamento de Políticas de Trabalho para a Juventude do MTE, João Victor da Motta, o crescimento no número de aprendizes é reflexo de um esforço conjunto para fortalecer essa política.
— Esse novo recorde representa a concretização de esforços coletivos para retomar a centralidade da aprendizagem profissional e consolidar essa política como a principal porta de entrada para o primeiro emprego no país. A aprendizagem associa experiência prática à qualificação profissional, atendendo à demanda das empresas — disse.
Quem são os jovens aprendizes
Segundo o MTE, do total de jovens aprendizes no país, 52,9% são do gênero feminino e 47,1%, do masculino. Além disso, 336.923 se declaram pardos, 296.991 brancos, 72.148 pretos, 4.252 amarelos e 1.743 indígenas.
Quanto à faixa etária, 419.102 aprendizes têm até 17 anos, enquanto 293.517 estão na faixa entre 18 e 24 anos. Outros 2.659 possuem mais de 25 anos — grupo composto por pessoas com deficiência, para as quais não há limite máximo de idade para contratação nessa modalidade.
Como funciona a Lei da Aprendizagem
Empresas de médio e grande porte são obrigadas a manter aprendizes em número equivalente a 5% a 15% do total de trabalhadores cujas funções exijam formação profissional. Micro e pequenas empresas não têm essa obrigatoriedade, mas podem aderir de forma voluntária.
Quem pode ser aprendiz
Para se tornar jovem aprendiz, é necessário ter entre 14 e 24 anos, estar matriculado e frequentando a escola — caso ainda não tenha concluído a educação básica — e estar vinculado a uma entidade de formação técnico-profissional credenciada pelo MTE, como Senai, Senar, Senat, Senac e Sescoop.
O contrato de aprendizagem tem duração máxima de até dois anos e garante carteira assinada, salário mínimo-hora, férias coincidentes com o período escolar, 13º salário, vale-transporte e depósito do FGTS com alíquota reduzida de 2%.
A jornada de trabalho é de até seis horas diárias para quem não concluiu o ensino fundamental e de até oito horas para quem já concluiu essa etapa.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/01/brasil-alcanca-recorde-com-mais-de-715-mil-jovens-aprendizes-no-mercado-de-trabalho.ghtml

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