A área da beleza é um dos setores com mais presença de profissionais nordestinos no Rio. Um deles vem de Natal, no Rio Grande do Norte. Há mais de dez anos morando na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte carioca, o barbeiro e cabeleireiro Tawer Souza é hoje um dos nomes que ajudam a manter viva uma marca da estética urbana do Rio: o famoso “corte do Jaca”, um dos mais pedidos do verão carioca.
Nordestino, morador de favela e profissional da beleza, Tawer é exemplo de como a presença do Nordeste segue sendo decisiva na formação cultural do Rio.
— Estou no Jacarezinho desde que cheguei aqui, vim em busca de algo melhor pra mim. Comecei a cortar cabelo após um problema de saúde que me impossibilitou de trabalhar como frentista. Hoje estou melhor nesta profissão, onde sou feliz — conta.
O “corte do Jaca” é, hoje, uma assinatura da cidade. Tawer explica que o estilo é presença diária na TW Barber.
— O “corte do Jaca” é um dos mais bonitos que eu faço. Ele é o mais pedido, faço diariamente. Aprendi vendo vídeos na internet — diz o barbeiro, que atende moradores da comunidade e clientes de outras regiões da cidade.
Ele sonha poder repassar o que aprendeu para futuros profissionais da beleza moradores de comunidades do Rio.
A coluna Oxente, Rio! apurou que os valores do corte variam bastante de acordo com o território. Em comunidades do Rio, o preço costuma ficar entre R$ 15 e R$ 40. Já em bairros da Zona Sul, como Copacabana, onde o corte é pedido com frequência por turistas e cariocas, os valores estão entre R$ 50 e R$ 85.
O que é o ‘corte do Jaca’?
Mas, afinal, o que é o corte do Jaca? Profissionais da própria região do Jacarezinho explicam.
Para Yasmin, da Barbearia Novo Egito, na Rua Quinze, no Jacaré, o estilo ganhou força a partir de 2010:
— O “corte do Jaca” ganhou fama em 2010. Ele sobe na orelha e desce na nuca. O original vem com a navalha e, em seguida, é harmonizado com pigmentação.
Já Matheus, barbeiro da Barbearia Parada Estilo, destaca que o corte possui variações.
— Tem o corte do Jaca mais baixinho e o mais alto. A gente navalha e vem graduando com pente até chegar no ponto que a gente quer — detalha.
Entre navalhas, pentes e histórias de vida, o “corte do Jaca” segue atravessando gerações e territórios. E, mais uma vez, mostra que o Rio que se reinventa todos os dias também carrega o Nordeste como parte essencial da sua identidade cultural.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/oxente-rio/post/2026/01/barbeiro-potiguar-faz-sucesso-com-corte-do-jaca-e-fortalece-estetica-urbana-do-rio.ghtml
Barbeiro potiguar faz sucesso com 'corte do Jaca' e fortalece estética urbana do Rio

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