Atriz de novelas como “Anjo mau”, “O amor é nosso” e “Ti ti ti”, Kátia d’Angelo usou seu perfil no Facebook para publicar, segundo ela, uma resposta pública a Claudia Alencar depois do recente encontro que tiveram no Rio.
A veterana, hoje com 74 anos, diz ter recebido da colega ‘acusações disfarçadas de conselho’:
“Ela me encontrou na rua passeando com meu cachorro, relaxada tranquila, na Ilha da Gigoia, onde ia apresentar seu sarau de poesia no bar da esquina. Eu estava em paz. Em mim. Sem palco, sem luz artificial, sem máscara. E então vieram as perguntas: ‘Por que você está gorda?’, ‘Por que não faz uma plástica?’, ‘Por que não tira essas rugas?’, ‘Por que não se cuida?’, ‘Por que não trabalha mais?’ Não eram perguntas. Eram sentenças. Eram acusações disfarçadas de conselho. Eram o velho chicote social tentando me corrigir”.
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TV Globo/ divulgação
Na sequência da resposta, Kátia d’Angelo afirma que Claudia, de 75 anos, tem medo de envelhecer e cita a pressão estética em cima das mulheres.
“Ela, moldada pela indústria do medo — do medo de envelhecer, do medo de desaparecer, do medo de não ser mais desejável, do medo de não ser mais vista. Ela, plastificada por fora e faminta por dentro… Tenho corpo que viveu. Tenho pele que sentiu. Tenho rugas que são mapas de expressões verdadeiras. Tenho curvas que contam histórias. Tenho silêncio que é mais profundo que qualquer aplauso. Me amo, posso e me permito não fazer nada se quiser”.
A atriz encerra com um “conselho” para Claudia Alencar. “Pare de se olhar no espelho e comece a olhar para dentro. Pare de perseguir o supérfluo e volte-se ao essencial. O seu espelho reflete algo que talvez nem você mesma reconheça”, escreveu Kátia, que também fez sucesso no cinema em filmes como “Fulaninha” e “O Caso Cláudia”, sobre a história real sobre o assassinato de Cláudia Lessin Rodrigues, em 1977.
Marcada na publicação, Claudia Alencar não se manifestou.
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Leia a resposta na íntegra
“RESPOSTA PÚBLICA à atriz Claudia Alencar que me encontrou na rua passeando com meu cachorro, relaxada tranquila, na Ilha da GIGOIA onde ia apresentar seu sarau de poesia no bar da esquina.
Eu estava em paz. Em mim.
Sem palco, sem luz artificial, sem máscara.
E então vieram as perguntas:
— Por que você está gorda?
— Por que não faz uma plástica?
— Por que não tira essas rugas?
— Por que não se cuida?
— Por que não trabalha mais?
Não eram perguntas.
Eram sentenças.
Eram acusações disfarçadas de conselho.
Eram o velho chicote social tentando me corrigir.
Ela, moldada pela indústria do medo —
do medo de envelhecer,
do medo de desaparecer,
do medo de não ser mais desejável,
do medo de não ser mais vista.
Ela, plastificada por fora
e faminta por dentro.
Queria me arrastar para o seu sarau,
para o seu palco improvisado,
para a sua vitrine de validação.
Mas eu não sou mercadoria.
Não sou projeto inacabado.
Não sou erro a ser consertado.
Eu sou! Basta. Mulher, Gente, Resolvida. Me orgulho da minha história.
Tenho corpo que viveu.
Tenho pele que sentiu.
Tenho rugas que são mapas de expressões verdadeiras.
Tenho curvas que contam histórias.
Tenho silêncio que é mais profundo que qualquer aplauso. Me amo, posso e me permito não fazer nada se quiser. Eu me amo! Me sinto bonita e faço os outros sentirem o mesmo e reconhecerem verdades dentro de mim.
A cultura que ensina mulheres a se odiarem
chama isso de “se cuidar”.
Mas não é cuidado.
É violência estética.
É a obrigação de desaparecer para caber.
A verdadeira decadência
não é uma ruga.
É não suportar a própria imagem.
É precisar de palco, bisturi e aprovação
para continuar existindo.
Ela me perguntou por que eu não me reinventava.
Eu respondi a única coisa que importa:
Eu não preciso me inventar.
EU SOU!
E isso, para quem vive de máscaras,
é insuportável.
Falo em defesa das mulheres
a quem tenho a honra de dar a mão —
as que carregam a beleza natural
que querem destruir em nós.
Meu conselho à CLAUDIA ALENCAR é simples:
pare de se olhar no espelho
e comece a olhar para dentro.
Pare de perseguir o supérfluo
e volte-se ao essencial.
O seu espelho reflete algo
que talvez nem você mesma reconheça.
Porque quando uma mulher troca essência por aparência,
ela perde exatamente aquilo
que nenhuma cirurgia devolve.
E eu?
EU SOU!”
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/famosos/noticia/2026/01/atriz-posta-resposta-publica-apos-encontro-com-claudia-alencar-plastificada-por-fora-faminta-por-dentro.ghtml
Atriz posta resposta pública após encontro com Claudia Alencar: 'Plastificada por fora, faminta por dentro'

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