Às vésperas do período eleitoral, partido Novo do Rio segue perdendo quadros importantes pela ligação com o bolsonarismo

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A debandada de dirigentes do diretório municipal do partido Novo, na capital fluminense, não acabou. Em pleno ano eleitoral, a crise que se abateu sobre a legenda após a saída do principal quadro, o vereador Pedro Duarte (sem partido), está longe do fim. Agora foi a vez de Bruno Kazuhiro, que atuava como articulador político, pedir o boné do quadro administrativo.

Fontes ligadas a Kazuhiro dizem que a forte influência do bolsonarismo dentro do partido foram a causa da saída, que deve ser formalizada até o fim do mês. Após isso, acreditam que ele peça também a desfiliação. O que se diz nos bastidores é que o bolsonarismo “cobra submissão total” e muitos não concordam. Também acusam o atual presidente, Rodrigo Rezende, de ser leniente com os bolsonaristas. Destacam que, apesar de não ser um radical, ele “não enquadra” os radicais.

Em seu perfil no Instagram, Kazuhiro confirma a saída da coordenação política no dia 31 de janeiro, após uma transição “profissional e responsável”. Ele ainda afirma que o Novo “teve pela primeira vez uma equipe técnica profissional”. E não deixou de, sem citar nomes, elencar os motivos da saída.

“Neste momento, entendo que a maioria das lideranças do partido deseja seguir rumos políticos, ideológicos e institucionais que, embora compreensíveis, divergem daqueles que me motivam e impossibilitam o estilo de trabalho que sempre busquei em minha trajetória política. Nesse sentido, não desejo ser obstáculo e faço a escolha, bastante refletida, de buscar novos caminhos”, escreveu.

Saída de cientista político pode levar a uma nova debandada do Novo

Cientista político e nome conhecido na administração pública fluminense, Kazuhiro assumiu, em novembro de 2019, a secretaria de Infraestrutura e Obras do governo do estado. Também foi secretário de Turismo da Prefeitura do Rio e coordenador da assessoria técnica do ex-prefeito e vereador, Cesar Maia (PSD), além de ter disputado eleições para deputado estadual em 2018 e 2022.

A saída do articulador deve gerar uma nova onda de desfiliações, tal como ocorreu com a saída de Duarte. Nos bastidores, há o temor que a saída de Kazuhiro provoque um “efeito dominó” na nominata de candidatos, colocando em risco os planos políticos do Novo para 2026 e diminuindo as chances de a sigla conquistar uma cadeira nos legislativos federal e estadual.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/as-vesperas-do-periodo-eleitoral-partido-novo-do-rio-segue-perdendo-quadros-importantes-pela-ligacao-com-o-bolsonarismo/

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