Amigos de longuíssima data, o governador Cláudio Castro (PL) e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Márcio Pacheco, estão estremecidos — e até as cotias da Praça da República já perceberam que o velho companheirismo não é mais o mesmo.
Antes de se eleger vereador do Rio, em 2016, Castro construiu sua trajetória política trabalhando como assessor parlamentar de Hugo Leal — e chefe de gabinete de Pacheco — nos tempos do antigo PSC. Os dois também têm a fé, a música gospel e a Igreja Católica como conexão.
Mas eis que o antigo assessor ganhou voos mais altos. Conquistou seu próprio gabinete na Cinelândia, chegou a vice-governador em 2018 e, num golpe do destino, a comandante do Palácio Guanabara. E, depois, ainda garantiu a continuidade do posto nas urnas.
A Pacheco, Castro reservou o lugar de líder de seu governo nos primeiros tempos — e, em seguida, empregou o seu prestígio para levá-lo ao cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas.
Processos ganham velocidade dos dois lados da contenda, contra Pacheco e o governo Castro
Mas, depois…
Amigos contam que Pacheco se ressente do fato de Castro não dar mais a mesma atenção aos antigos parceiros de vida. Que o governador não o ajudou no processo que apura a existência de um esquema de “rachadinha” na época da Assembleia Legislativa.
Em meados de fevereiro, a ação judicial ganhou um novo e tenso capítulo, com o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidindo ter competência para julgá-la e liberando sua tramitação.
Por coincidência, ou não, a turma mais próxima a Castro tem visto com nada bons olhos o andamento de outros processos — mas, estes, no terreno do Tribunal de Contas. O conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento (considerado um dos principais algozes do governo), por exemplo, determinou que a Secretaria estadual da Casa Civil preste esclarecimentos urgentes sobre o pregão de mais de R$ 2 bilhões, para a instalação de um sistema de videomonitoramento nas ruas do estado.
Também estão de olho numa ação que pode dar um duro golpe na administração estadual, ao restringir o número de cargos em comissão destinados a servidores extra-quadros. E que parece ter tomado um ritmo mais acelerado nos últimos tempos no TCE-RJ.
Na política, não convém dar muita atenção às bruxas. “Pero que las hay, las hay”…
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/castro-pacheco-amizade-estremecida/

