Jovem entra em coma após aplicação de ácido durante hemodiálise em clínica de São Gonçalo

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Ele segue internado em estado gravíssimo

min de leitura | Escrito por Redação | 27 de agosto de 2025 – 15:17
Pronto Socorro Central, no Zé Garoto

Pronto Socorro Central, no Zé Garoto –

Um jovem de 29 anos está internado em estado grave, em coma, após um erro durante uma sessão de hemodiálise em uma clínica de São Gonçalo. A vítima é Bruno Rodrigues Ventura dos Santos, morador de Maricá, que há cerca de um ano descobriu uma doença renal e, desde então, realiza o tratamento três vezes por semana na unidade.

O caso aconteceu na última quarta-feira (20), numa clínica localizada no bairro São Miguel. Segundo familiares, durante o procedimento teria sido injetada no organismo do paciente uma grande quantidade de ácido usado na limpeza da máquina.

O pai de Bruno, Márcio Luiz Alves dos Santos, contou que foi informado do ocorrido pelo médico da própria clínica. “O Bruno entrou para fazer o tratamento e em menos de 30 minutos a gente viu a confusão, o corre-corre, até que chegou uma ambulância e o carro de bombeiros. Foi aí que a mãe viu que era o Bruno que estava sendo socorrido. A gente não sabia de nada. Depois que ele foi levado para o hospital, o médico da clínica me falou que ele teve contato com um ácido da máquina”, contou Márcio.

Contudo, embora o médico da clínica tenha falado sobre o ácido, o real perigo da situação só foi informado aos pais do jovem no Pronto Socorro Central de São Gonçalo, onde Bruno está entubado e lutando pela vida. “Tem médico com 30 anos de medicina atendendo o Bruno e eles não sabem quais serão as consequências, pois eles me informaram que esse ácido é para a limpeza da máquina de hemodiálise e que nenhum paciente pode ter contato com esse produto. Fui informado ainda que essa limpeza não pode nem ser feita no mesmo local onde a hemodiálise é aplicada nos pacientes”, explicou, emocionado, sem saber como será a recuperação do filho.

De acordo com especialistas, o dialisador, que é uma espécie de rim artificial, fica acoplado na máquina de diálise e cada paciente tem o seu equipamento exclusivo, com uma duração estimada em pelo menos 20 sessões do tratamento. Quando não utilizado, o dialisador fica preenchido com ácido diluído em água tratada, justamente para manter a higiene do rim artificial.

Antes de o paciente iniciar a hemodiálise, o dialisador é submetido a um processo de retirada do ácido, onde ocorre uma série de lavagens até ser retirado todo o produto corrosivo. É importante mencionar que, antes do equipamento ser utilizado é necessário uma checagem, ou seja, nessa etapa do processo, é aplicado um produto químico no dialisador para averiguar se o ácido foi completamente removido. Caso a análise aponte que ainda há vestígios do produto é preciso realizar as etapas de lavagem novamente até a retirada completa.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo, o paciente está em estado gravíssimo. A família pede que o caso seja investigado e teme que outras pessoas passem pelo mesmo risco. Para cobrar justiça, os pais do jovem registraram o caso na 72ªDP (Mutuá), onde um inquérito será instaurado para apurar o caso.


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Conteúdo Original

2025-08-27 12:17:00

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