Vitória de Flávio Bolsonaro pode fortalecer Altineu, Portinho e Sóstenes na disputa pelo comando do Congresso

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(Arte: Boletim RJ)

Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República poderá influenciar diretamente as articulações pelo comando do Congresso Nacional. Três parlamentares do Rio de Janeiro aparecem entre os nomes cotados para ocupar posições de destaque: Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, na Câmara dos Deputados, e Carlos Portinho, no Senado Federal.

O Partido Liberal chegará à próxima legislatura com 121 deputados federais e 28 senadores, segundo os números apresentados nas articulações políticas. Com isso, a legenda terá a maior bancada nas duas Casas, condição que amplia seu peso nas negociações para a escolha das próximas mesas diretoras.

Apesar da força parlamentar, a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado depende da construção de alianças com outras siglas. Nesse cenário, uma eventual chegada de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto poderia alterar a composição dos apoios políticos e influenciar as negociações internas do Congresso.

Sóstenes e Altineu aparecem nas articulações pela Câmara

Na Câmara dos Deputados, dois nomes fluminenses são mencionados nas conversas sobre a sucessão. Sóstenes Cavalcante tem como um de seus principais ativos políticos a experiência à frente da bancada evangélica, período em que ampliou sua interlocução com parlamentares de diferentes partidos.

Altineu Côrtes, por sua vez, mantém uma relação política próxima com Douglas Ruas (PL), eleito governador do Rio de Janeiro. A ligação com o futuro chefe do Executivo estadual pode representar um elemento adicional nas articulações do deputado em Brasília.

Os dois parlamentares integram o mesmo partido, mas uma eventual candidatura de qualquer um deles dependerá das negociações internas do PL e da construção de acordos com outras bancadas.

Portinho é citado para a presidência do Senado

No Senado, Carlos Portinho aparece entre os possíveis nomes do PL para a disputa pela presidência da Casa. O parlamentar fluminense integra as movimentações de uma legenda que pretende utilizar sua representação no Congresso para ampliar a participação nas decisões legislativas.

Entre as prioridades políticas atribuídas ao partido está a intenção de intensificar a fiscalização e a pressão institucional sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse contexto, a presidência do Senado tem relevância por suas atribuições constitucionais relacionadas à análise de pedidos de impeachment de integrantes da Corte.

Por enquanto, Sóstenes, Altineu e Portinho são citados como possibilidades nas articulações políticas. A definição das candidaturas dependerá do resultado da eleição presidencial, das decisões internas do PL e dos acordos firmados com os demais partidos.

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