As Forças dos Estados Unidos atacaram no domingo uma suposta embarcação envolvida com o narcotráfico no Caribe. Segundo o Pentágono, quatro pessoas que estavam a bordo morreram durante a operação.
De acordo com o Comando Sul dos Estados Unidos, a ação ocorreu em uma das rotas consideradas conhecidas pelo transporte de drogas na região. O governo americano divulgou um vídeo em preto e branco que mostra uma embarcação em movimento sendo atingida por um projétil em alto-mar.
A operação faz parte de uma campanha militar iniciada por Washington em setembro de 2025 contra embarcações apontadas pelas autoridades americanas como integrantes de redes de narcotráfico com destino aos Estados Unidos.
Ofensiva já deixou mais de 200 mortos
A campanha americana no Caribe é alvo de críticas de organizações não governamentais e juristas, que classificam as operações como possíveis execuções extrajudiciais. Segundo levantamento da AFP, os ataques realizados desde o início da ofensiva já provocaram pelo menos 230 mortes.
O Pentágono afirma que o ritmo das operações foi reduzido. Segundo autoridades militares americanas, a diminuição estaria relacionada à queda considerada drástica do tráfico de drogas realizado por via marítima.
A ação mais recente ocorreu em meio à continuidade da estratégia dos Estados Unidos de interceptar e atacar embarcações suspeitas de transportar drogas na região do Caribe.
Pentágono diz que ataques foram reduzidos
As autoridades americanas não divulgaram, no material apresentado, informações detalhadas sobre a identidade das quatro pessoas mortas na operação ou sobre a quantidade e o tipo de droga que supostamente estaria sendo transportada.
O vídeo divulgado pelas autoridades mostra o momento em que o projétil atinge a lancha enquanto ela navega em uma área marítima. O Pentágono sustenta que a embarcação estava relacionada ao narcotráfico.
A operação amplia o histórico de ações militares dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas na região desde setembro de 2025, enquanto organizações e juristas questionam a legalidade dos ataques e o número de mortes registrado durante a campanha.
