Há notícias que chegam primeiro pelo rádio. Há músicas que nos devolvem a uma época inteira em poucos segundos. E há vozes que, de tão presentes na rotina, parecem falar de dentro de casa. É essa ligação que celebramos em 25 de setembro, Dia Nacional do Rádio, data escolhida em homenagem ao nascimento de Edgard Roquette-Pinto, um dos pioneiros da radiodifusão brasileira.
A história começou no Rio de Janeiro. Em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência, aconteceu a primeira transmissão oficial de rádio no Brasil. No ano seguinte, Roquette-Pinto e Henrique Morize criaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com o desejo de levar educação, ciência e cultura a mais pessoas. A ideia era simples e poderosa: fazer a informação viajar mais longe.
De lá para cá, o rádio aprendeu a contar o tempo do país. Narrou gols que pararam cidades, acompanhou momentos decisivos da nossa história, abriu espaço para artistas e fez companhia em madrugadas silenciosas. Com o transistor, saiu da sala de estar para acompanhar as pessoas na rua. Depois vieram o FM, a transmissão pela internet, os aplicativos e o vídeo. Mudaram os aparelhos e as formas de ouvir. O encontro entre quem fala e quem escuta permaneceu.
A Rádio Manchete Rio também faz parte dessa trajetória. Sua história passa pela antiga Rádio Federal, de Niterói, adquirida pelo grupo de Adolpho Bloch nos anos 1970 e mais tarde transformada em Rádio Manchete. No AM 760, a emissora conquistou um lugar na memória dos ouvintes com comunicadores, jornalismo, esporte, música e a conversa direta que só o rádio sabe criar.
Essa história ganhou novos capítulos. A Manchete ampliou sua presença no FM e nas plataformas digitais e, em 2026, estreou no dial 96,1 FM. Hoje, a emissora leva sua programação a quem sintoniza pelo rádio e a quem acompanha pelo celular ou pela tela. É uma maneira de estar mais perto de um público que também mudou seus hábitos, sem perder a essência construída ao longo de décadas.
Para nós, celebrar o Dia Nacional do Rádio é celebrar quem torna tudo isso possível: os profissionais diante e atrás dos microfones e, sobretudo, os ouvintes. São eles que ligam para participar, confiam uma história à reportagem, acompanham uma notícia no trânsito, comemoram um gol junto com a transmissão ou simplesmente deixam a rádio ligada para ter companhia.
O rádio tem essa capacidade rara de fazer alguém se sentir próximo, mesmo a quilômetros de distância. Na Manchete, queremos honrar esse vínculo a cada dia: com informação, serviço, emoção e espaço para as vozes do Rio.
Vozes eternas
Essa história tem vozes que o Brasil aprendeu a reconhecer pelo rádio. Abelardo Barbosa, o Chacrinha, começou no microfone antes de conquistar a televisão. No esporte, nomes como Ary Barroso e Fiori Gigliotti que transformaram a narração em espetáculo.
No Rio, a Rádio Nacional levou o Repórter Esso de Heron Domingues a milhões de ouvintes e fez dos programas de César de Alencar e Paulo Gracindo parte da vida das famílias. Haroldo de Andrade transformou a conversa com o público em marca registrada, enquanto José Carlos Araújo, o Garotinho, deu emoção própria às transmissões de futebol. Luiz de França levou alto astral para dentro das casas das famílias brasileiras e tantos outros locutores e comunicadores importantes. O rádio brasileiro tem muitas vozes, mas algumas parecem fazer parte da própria paisagem sonora do Rio. Estilos diferentes, unidos pelo talento de criar uma ligação duradoura com o público.
Feliz Dia Nacional do Rádio. E obrigado por fazer parte da nossa história.
