Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em diferentes endereçosDivulgação
Entre os detidos está Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss”, apontado pela Polícia Civil como fornecedor de entorpecentes e articulador central da estrutura investigada. Segundo as investigações, ele mantinha ligação direta com lideranças do Comando Vermelho e atuava no abastecimento de comunidades.
A operação conta com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Ministério Público, da Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Penal e das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Em Maceió, um dos principais alvos da investigação havia sido preso nesta segunda-feira (21), em uma ação conjunta da SSINTE e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
A apuração teve início após a apreensão de anotações de Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como “My Thor”, apontado pela polícia como uma das lideranças do Comando Vermelho. Nos registros, os investigadores identificaram anotações relacionadas à contabilidade do tráfico e pagamentos feitos por “My Thor” a uma pessoa identificada como “Boss”.
De acordo com a Polícia Civil, Laércio negociava cargas de drogas, organizava fretes e pagamentos, coordenava operadores logísticos e utilizava pessoas interpostas para movimentar valores provenientes da atividade criminosa.
As investigações também apontaram uma divisão de tarefas dentro da estrutura, envolvendo liderança, operadores logísticos, transportadores, responsáveis pela cobrança e pelo recolhimento de valores, além de pessoas utilizadas para movimentações financeiras.
Duas grandes apreensões de drogas são relacionadas à organização. Em 2 de fevereiro de 2024, foram apreendidos 715,7 quilos de cocaína e maconha em Guarulhos, em São Paulo. Já em 31 de maio do mesmo ano, policiais encontraram outros 73,8 quilos de cocaína em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. As duas cargas faziam parte da mesma dinâmica de transporte interestadual de entorpecentes.
Os policiais identificaram ainda o uso de empresas dos setores de transporte e logística para ocultar e viabilizar o envio de drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Na parte financeira, os agentes encontraram operações consideradas atípicas envolvendo investigados e pessoas jurídicas que, segundo a Polícia Civil, poderiam ter sido utilizadas para ocultar e dissimular valores. As movimentações comunicadas às autoridades chegaram a R$ 70.497.597 em um curto período.
Além dos mandados de prisão, a Operação Icarus cumpre ordens de busca e apreensão e outras medidas judiciais para recolher aparelhos eletrônicos, documentos, dinheiro, veículos e outros elementos que possam auxiliar no avanço das investigações.
