– Foto 8º BPM/Divulgação
Na operação dessa quarta-feira, os policiais encontraram carcaças e várias peças de veículos desmanchados
Foto 8º BPM/Divulgação
Forças-tarefas integradas, inteligência criminal e rastreabilidade econômica de autopeças resumem a estratégia de combate aos desmanches clandestinos em Campos dos Goytacazes e na região Norte do Estado do Rio de Janeiro. A principal diretriz é sufocar financeiramente as quadrilhas de furto e roubo ao fechar os canais de venda do comércio ilegal.
Um resultado positivo foi registrado nessa quarta-feira (9), no município (no Parque São Silvestre, subdistrito de Guarus), onde uma ação rápida das guarnições do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM) descobriu e fechou um ponto clandestino de desmanche e armazenamento de autopeças ilegais.
A operação aconteceu após as equipes receberem informações estratégicas sobre a localização do imóvel, utilizado por criminosos para descaracterizar veículos de origem ilícita. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais constataram a veracidade das denúncias.
A caracterização das ações criminosas foi detectada logo na área externa do imóvel, com a localização de duas carcaças de veículos totalmente desmontados, além de uma grande quantidade de peças automotivas espalhadas pelo local. As investigações apontam que a preferência dos criminosos é por carros de luxo.
Os elementos identificadores das carcaças levam as autoridades a confirmar o forte vínculo do local abordado com a criminalidade regional. Uma das estruturas pertencia a uma Toyota Hilux SW4 com registro ativo de furto. Também foi localizado um Jeep Compass. A perícia técnica da 146ª Delegacia de Polícia (DP) busca a identificação da origem dos carros.
LEI ESPECÍFICA – O trabalho é desenvolvido por meio de papiloscopia, com coleta de impressões digitais. Após os procedimentos periciais, todos os componentes e veículos formalmente identificados foram recolhidos e encaminhados à 146ª DP (Guarus) e permaneceram apreendidos para dar suporte às investigações em andamento.
As demais peças encontradas no imóvel que não puderam ser identificadas neste primeiro momento ficaram custodiadas no próprio local. A Polícia Civil agora trabalha para mapear a rota do desmanche e identificar os responsáveis pelo galpão. A repressão ao setor na região é estruturada através de quatro pilares, com base em lei específica.
A Operação Desmonte Permanente é coordenada pelo Detran-RJ em parceria com as Polícias Civil e Militar; as ações contínuas abrangem o interior do estado, resultando em frequentes interdições de ferros-velhos irregulares em Campos e Macaé. Os estabelecimentos sem credenciamento são lacrados e as peças sem comprovação de origem, recolhidas.
VISTORIAS CONJUNTAS – Outro foco é o comercial, focado na fiscalização de comércio regularizado de autopeças e oficinas mecânicas. No caso de Campos, programas como o Centro Mais Seguro realizam vistorias conjuntas com a Guarda Municipal e agentes de Posturas nas proximidades do Mercado Municipal e áreas comerciais de Campos para identificar comércios que atuam como receptadores de peças furtadas.
A aplicação da Lei do Desmonte e Rastreabilidade também compõe a estratégia, com exigência da rastreabilidade de peças usadas. O ponto forte é que toda peça comercializada precisa ter a procedência comprovada por meio de sistemas de etiquetas e códigos de barras vinculados ao chassi do veículo de origem.
Outra medida fundamental é a localização de galpões e centrais clandestinas de desmonte — frequentemente situados em bairros periféricos de Guarus. A ação se dá por meio do cruzamento de denúncias anônimas e monitoramento de rotas de fuga, estendendo a investigação além dos executores do corte.
