Shirley Ângelo foi encontrada na Rodovia Presidente Dutra, altura de Nova IguaçuReprodução
Shirley é investigada há mais de duas décadas por envolvimento com a estrutura ligada a Beira-Mar. Após a prisão dele, na Colômbia, em 2001, ela foi identificada pela Polícia Federal como responsável pelas finanças da organização criminosa.
Seu nome também consta no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico da Câmara dos Deputados, que registra a atuação relacionada à distribuição de drogas no Estado do Rio para outras regiões do país, bem como os contatos relativos à negociação de preços e formas de comércio dos entorpecentes.
As investigações ainda indicam que Shirley atua na venda de drogas no Parque das Missões, em Duque de Caxias, também na Baixada, além de intermediar as negociações entre o marido – Marcos José Monteiro Carneiro, o Periquito – e outros integrantes da facção.
De acordo com a Civil, Periquito é um personagem historicamente relacionado ao mesmo grupo, sendo apontado em investigações sobre compras de drogas e armas em países vizinhos, e sobre transporte e comercialização desse material no Brasil. Ele está preso desde 2017.
Shirley e Marinilson – que é cunhado da mulher – chegaram a ser sócios de uma empresa que, de acordo com investigações, era utilizada para transportar drogas dentro do estado do Rio e para outros estados, a mando da estrutura atribuída a Beira-Mar.
Contra a mulher, foi cumprido mandado de prisão expedido pela Justiça Federal pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e colaboração com organização criminosa.
A reportagem ainda não localizou a defesa de Shirley. O espaço está aberto para manifestação.
