Ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista reúne 28,5 mil pessoas

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O ato de campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e seus apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 28,5 mil pessoas no seu ápice nesta segunda-feira (7). A estimativa foi calculada pela metodologia do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a organização More in Common.

Considerando uma margem de erro de 12%, o público estimado ficou entre 25,1 mil e 32 mil pessoas, marca registrada às 16h32, horário de pico da manifestação.

A contagem oficial é realizada a partir de fotografias aéreas analisadas detalhadamente por um software especializado de inteligência artificial.

De acordo com o monitor, foram realizados registros fotográficos em três horários distintos da tarde: às 15h15, 15h44 e 16h32. Para a apuração rigorosa do público, foram selecionadas exatamente 12 fotos capturadas durante o horário de pico.

A organização esclareceu que as imagens cobriram toda a extensão do ato político de maneira contínua, sem sobreposição de áreas. Essa mesma metodologia vem sendo aplicada consistentemente desde agosto de 2022 para mensurar a presença de público em diversos eventos políticos no país. Em comparação com anos anteriores na Avenida Paulista, o monitor registrou 45,4 mil pessoas em 2024 e 42,2 mil em 7 de setembro de 2025. No ano de 2022, o evento paulista havia contabilizado 32,7 mil pessoas, enquanto Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu 64,6 mil naquele mesmo período.

A concentração de apoiadores vestidos com camisas amarelas e portando bandeiras do Brasil teve início por volta das 13h30 na via. Manifestantes também chegaram ao local portando faixas com críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal e, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes.

O ato teve como principal mote político as frases de ordem “Fora Lula, Fora Moraes”, ecoadas pelos presentes ao longo da tarde. Durante seu discurso na manifestação, Flávio Bolsonaro afirmou que os atos de 8 de janeiro representaram uma “farsa” jurídica e política. O candidato criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes e apresentou propostas voltadas para as áreas de segurança pública e saúde.

O presidenciável iniciou sua fala relembrando o atentado sofrido por seu pai, Jair Bolsonaro, esfaqueado em 6 de setembro de 2018. Flávio destacou que estava na Santa Casa de Juiz de Fora lutando pela vida do pai enquanto os apoiadores já ocupavam as ruas do país. Para o candidato, os eventos de 8 de janeiro configuraram uma “segunda facada” desferida contra Jair Bolsonaro e seus aliados políticos.

Em relação ao Poder Judiciário, Flávio afirmou enfaticamente que é preciso proteger o Supremo Tribunal Federal de ações do ministro Alexandre de Moraes. Na pauta de segurança pública, o candidato prometeu declarar guerra aos narcoterroristas a partir de janeiro do ano seguinte.

Ele assegurou que facções criminosas como PCC e Comando Vermelho serão classificadas como terroristas e neutralizadas ou presas pelas forças policiais. Entre suas propostas, Flávio citou a redução da maioridade penal, o corte de impostos e a instituição de castração química para agressores de mulheres.

O presidenciável também defendeu penas mínimas de oito anos de prisão para criminosos condenados por roubo de celulares. No setor da saúde, Flávio prometeu implementar um modelo de atendimento público com padrão de excelência equivalente aos hospitais da rede Einstein.

O candidato encerrou seu discurso afirmando que sua postulação representa uma candidatura de protesto para demonstrar que o Brasil possui futuro.



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/ato-de-flavio-bolsonaro-na-avenida-paulista-reune-285-mil-pessoas/

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