Operação contra esquema em cantinas de presídios do Rio mira 22 réus e apura prejuízo de R$ 25 milhões

Boletim RJ
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Segundo o MPRJ, o grupo interferia em processos licitatórios para beneficiar empresas ligadas ao esquema. Foto: Divulgação/MPRJ.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta terça-feira (1º), a segunda fase da Operação Snack Time, que investiga um esquema de controle e exploração de cantinas instaladas em unidades prisionais fluminenses.

Entre os alvos estão o ex-subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Rafael Rodrigues Andrade, e o policial penal Ronaldo Barbosa Souza.

Segundo o MPRJ, o grupo interferia em processos licitatórios para beneficiar empresas ligadas ao esquema. Em uma das disputas, essas empresas venceram 95% dos lotes oferecidos. As irregularidades teriam causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos.

A operação cumpre mandados de busca e apreensão contra 22 pessoas denunciadas pelos crimes de organização criminosa e fraude em licitação. A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, que tornou os investigados réus e autorizou as buscas.

Os mandados são cumpridos em endereços na cidade do Rio e nos municípios de Mesquita e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Na casa de Ronaldo Barbosa, agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apreenderam joias e dinheiro em espécie.

Esquema teria durado quase dez anos
De acordo com os promotores, a organização criminosa controlou as cantinas de presídios do estado durante quase uma década. O MPRJ aponta Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza, Arildo Santana Filho, Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento, Leandro Rodrigues Mendonça e Alexandre Costa da Silva como responsáveis pelo comando do grupo.

Conforme a denúncia, os integrantes com poder de decisão combinavam previamente como os lotes das cantinas seriam distribuídos entre as empresas vinculadas ao esquema. O grupo também teria realizado manobras para desclassificar concorrentes que não participavam do cartel.

O Ministério Público afirma que agentes públicos eram utilizados para favorecer as empresas. Rafael Rodrigues Andrade, então subsecretário da Seap, teria desclassificado sociedades empresárias que não integravam o esquema.

Rafael já havia sido preso em 2020, durante uma investigação sobre fraudes em contratos de fornecimento de alimentos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Com informações do Bom Dia Rio e Tempo Real.

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