Ana Patrícia Araújo ficou com graves sequelas após ser agredida e atropelada diversas vezes pelo ex-companheiro em Itaipuaçu
A Justiça condenou um homem a 18 anos e quatro meses de prisão pela tentativa de feminicídio contra Ana Patrícia Araújo Magalhães, em Maricá. O ataque aconteceu em 17 de março de 2024, em Itaipuaçu, e deixou a vítima com graves sequelas.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Ana Patrícia estava no carro conduzido pelo ex-companheiro quando começaram as agressões. Durante o episódio, parte do corpo dela ficou para fora do veículo e o homem a arrastou pela via.
Ana Patrícia sofreu agressões e atropelamentos em Itaipuaçu
De acordo com o MPRJ, pessoas que estavam próximas perceberam a situação e correram para ajudar Ana Patrícia. Entretanto, o homem retornou com o veículo e atropelou a vítima novamente.
Depois do ataque, equipes de socorro levaram Ana Patrícia para atendimento médico. Ela permaneceu 22 dias internada e precisou tratar fraturas e ferimentos em diversas partes do corpo.
Além disso, as agressões provocaram consequências que permanecem até hoje. Ana Patrícia passou a usar cadeira de rodas e também enfrentou impactos psicológicos após a violência.
Justiça condena homem por tentativa de feminicídio
A 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Maricá obteve a decisão nesta quinta-feira (27). Assim, a Justiça reconheceu a tentativa de feminicídio e determinou uma pena de 18 anos e quatro meses de prisão.
Segundo as informações do processo, a Polícia Militar localizou e prendeu o homem minutos após o crime. Dessa forma, a investigação avançou a partir dos elementos reunidos depois do ataque.

O MPRJ sustentou que Ana Patrícia não morreu graças ao atendimento recebido após as agressões. Por isso, o caso chegou à Justiça como uma tentativa de feminicídio.
Ataque deixou sequelas físicas e psicológicas
Ana Patrícia sofreu fraturas e ferimentos em diferentes regiões do corpo durante o ataque. Além das consequências físicas, ela também passou a conviver com impactos psicológicos provocados pela violência.
Desde então, a vítima enfrenta uma nova realidade após o episódio ocorrido em Itaipuaçu. A utilização de cadeira de rodas representa uma das principais consequências físicas deixadas pelo crime.
Portanto, a condenação representa uma resposta judicial ao ataque sofrido por Ana Patrícia. O caso também chama atenção para a gravidade da violência contra mulheres e para os impactos permanentes que esse tipo de crime pode provocar.
